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segunda-feira, 11 de junho de 2012

‘Kim Phuc’ menina nua da foto do massacre no Vietnã, tem vida transformada pelo amor de Deus


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Ela se transformou no símbolo da dor da guerra do Vietnã. Sua foto, correndo nua diante do bombardeio de seu vilarejo deu a volta ao mundo, completando neste 08 de junho, 40 anos. Phan Thi Kim Phuc ainda leva no corpo as marcas do bombardeio com napalm (conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina em forma de gel).
Nascida em uma família rica em Trang Bang, no Vietnã, Kim descreve sua infância como uma pessoa feliz. Infelizmente sua aldeia inocente foi localizada na Rota 1, a estrada de fornecimento entre a Saigon (capital do Vietnã do Norte) e Phnom Penh. Mais tarde quando perguntou por que eles bombardearam Trang Bang, os pilotos responderam que estava no caminho.
Com a napalm corroendo a pele, formando queimaduras de terceiro grau, a menina não tinha esperanças de sobreviver. Ainda assim, 14 meses de internação e 17 cirurgias depois, Kim voltou para casa, “na esperança de ser um garota normal novamente.”
“Napalm é a dor mais terrível que você pode imaginar”, descreve Kim. “A água ferve a 100 graus Celsius. Napalm gera temperaturas de 800 a 1.200 graus Celsius. “
Todavia, as verdadeiras cicatrizes começaram a se formar. Kim retornou aos estudos e seu objetivo futuro era tornar-se médica. No entanto, em 1982, depois de ser aceita para cursar medicina, foi impedida pelo governo vietnamita de iniciar os estudos por ela ser “símbolo nacional de guerra”. Isto forçou-a a deixar a escola e voltar para sua província.
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Kim Phuc explica como ela foi capaz de encontrar o perdão durante uma apresentação na Igreja Batista da Liberdade em Newport Beach, Califórnia, domingo, em 2007.
Kim diz que queria se livrar da imagem e esquecer o que tinha acontecido, mas o governo queria que todos lembrassem. “Centenas de entrevistas em todo o mundo se seguiram com a realeza, primeiros-ministros, presidentes, bem como papéis em filmes de propaganda”, diz a vietnamita.
“Por que eu? Por que isso aconteceu comigo?”, questionava ela na ocasião. “Eu estava vivendo com raiva, com rancor, e eu vai minha vida como um fardo. Eu odiava a minha vida. Eu não queria mais viver”, ressalta.
No entanto, a semente da fé foi plantada durante as horas mais sombrias da vida de Kim. Ela afirma que do fundo do seu coração realmente queria encontrar a verdade e o significado de tanto sofrimento, e por que ainda estava viva. A tão esperada resposta veio quando ela tinha 19 anos.
Por não estar autorizada a frequentar a escola de medicina, Kim começou a  estudar na biblioteca. Lá encontrou uma Bíblia. “Eu não conseguia parar de ler”, diz a vietnamita.  Sua curiosidade  levou-a à igreja, onde ouviu o evangelho pela primeira vez. Kim diz que o amor de Deus mudou a sua vida. Na igreja ficou sabendo que Jesus morreu na cruz para pagar pelos seus pecados. Elz diz que perguntou a Deus: “Você me perdoa? “
Daquele ponto em diante seu grito não era mais “por que eu?” Mas, “por favor me ajude.”
Apesar de suas terríveis circunstâncias, a jovem “símbolo nacional de guerra”  foi capaz de confiar em Deus.
Em 1986, Kim recebeu licença para ir a Cuba onde esteve envolvida em estudos de inglês e espanhol. Foi lá que ela conheceu o estudante vietnamita Bui Huy Toan que mais tarde se tornou seu marido.
A dor de Kim persistiu, desta vez na forma de diabetes. Apesar de seus estudos  ser mais uma vez interrompido, ela continuou a confiar e obedecer.
Ainda atormentada pelos dedos governamentais em suas costas, Kim aproveitou uma chance de liberdade, após a lua de mel em Moscou, e de volta a Cuba, quando o avião parou para reabastecer em Gander, Newfoundland, Canadá, o casal desertou e se estabeleceu perto de Toronto, Ontário. Com nada mais do que as roupas do corpo e a fé em seus corações, eles lentamente começaram a criar uma vida própria. Uma vida de liberdade.
Nos anos seguintes Kim evitou o olhar do público. No entanto, em 1996, ela teve a oportunidade de participar da cerimônia do Dia dos Veteranos, em Washington, em honra ao combatentes americanos que lutaram no Vietnã.
Kim ficou diante dos soldados que tinham destruído seu país, e expressou o perdão pelo que eles tinham feito.
Durante sua visita ao Memorial, Kim conheceu e abraçou totalmente um dos pilotos que bombardeou sua aldeia. Ela assegurou ao homem sobre  seu perdão, ao que ele respondeu: “Este é o dia mais feliz da minha vida.”
“Nós somos melhores amigos! Isso é uma verdadeira reconciliação”, disse ela sobre este episódio.
Kim é casada, mãe de dois meninos e membro da Igreja Batista Fé no Caminho em Ajax, Ontário, no Canadá.
Há 15 anos Phan Th? Kim Phúc é embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).



Fonte: Holofote Portal Padom em 09 Jun 2012 
Com informações de Christianity.Ca




3 comentários:

  1. Doideira so Deus....... tem coisas que n se explica “símbolo nacional de guerra” e capaz de confiar em Deus. tremendo

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    Respostas
    1. A Paz do Senhor Pr. Izaias!

      Muito obrigado por sua participação neste blog. Palavras essas que nos servem de estímulo e serão sempre bem vindas. Disponha sempre deste espaço para expor seus comentários. Deus o abençoe sempre.
      Abraços do amigo e irmão em Cristo...

      João Q. Cavalheiro
      www.aramasi.blogspot.com

      Excluir
  2. Parabéns pelo blog. Um Forte Abraço !!!

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