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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

POR QUE ELIAS MATOU OS PROFETAS DE BAAL?



Enquanto mantinha amizade e comunhão com o Criador, o ser humano não conhecia outro deus. Mas veio a queda e a separação entre Deus e o homem. E , longe de Deus e não sabendo como encontrá-lo, voltou-se para as forças vivas da natureza e divinizou-as. O sexo, por ser um meio de reprodução da vida, desempenhou importantíssimo papel religioso, particularmente em Babilônia. A liturgia nada mais era do que a  descrição de relações sexuais entre deuses, mediante as quais, segundo os babilônicos, todas as coisas vieram à existência.

          Dentro do sistema babilônico, o sol, a lua, os demais astros e a chuva recebiam culto. Fundadores de cidades também foram divinizados pelos habitantes, como Assur, pai dos assírios, e Ninrode, de Babilônia, Para que os deuses parecessem reais faziam-lhes imagens que os representavam, vindo depois as próprias imagens a serem adoradas como deuses. É o que registrou o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos: "E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" - Rm 1.23.

          Deste modo o homem precipitou-se do monoteísmo original num abismo de inumeráveis cultos ídólatras politeísticos, alguns deles indiscritivelmente vis e abomináveis, como a prática nefanda de queimar vivos inocentes bebês.

          Em Canaã, em Tiro e em Sidom, o mais popular dos deuses era Baal (que quer dizer "senhor"). Era considerado a fonte da vida e da fertilidade, e por isso todas as colinas e montanhas eram dedicadas aos ídolos de Baal, especialmente pelos povos agrícolas. "Em Sidom, esse Deus era conhecido como Baal Melkart. Consideravam-no o deus do fogo e do poder, sendo seu símbolo um machado de guerra. Sua deusa e esposa chamava-se Aserá... Baal Melkart era sinônimo de todas as formas de imoralidades e desvios sexuais, de materialismo e luxúria. Quando Jezabel foi escolhida como noiva de Acabe, rei de Israel, ela determinou que haveria de entregar seu marido e o povo de Israel como sacrifício a seus deuses.

          Escavações realizadas em Megido, que fica perto de Samaria, trouxeram à luz, na camada do templo de Acabe, as ruínas de um templo de Astarote, outra deusa da Síria e de Canaã, também esposa de Baal. "Os templos dos dois comumente não eram muito afastados. A poucos passos do templo de Astarote havia um cemitério, onde se acharam muitos jarros contendo despojos de crianças sacrificadas no dito templo. Vale isso como amostra do que era o culto de Baal. Os profetas de Baal e de Astarote eram assassinos oficiais de criancinhas.Isso esclarece a razão da matança deles por Elias, e ajuda a compreender porque Jeú se mostrou impiedoso no extermínio do baalismo.


"Este ato de matar ofenderia sensibilidade do homem moderno, pois que já estamos na era da graça de Cristo; mas para aquele povo, naquela situação histórica se justificava por vários motivos: 1) Vingava a morte dos profetas do Senhor; 2) Era o cumprimento do julgamento do Senhor contra os falsos profetas em Israel (Dt 13. 1-5); 3) Era uma guerra autêntica, dos servos de Baal contra o Senhor e seus seguidores (Bíblia de Estudo Shedd, pp 515)."

        Todavia, a prática dos sacrifícios de crianças não é tão remota como poderia parecer à primeira vista. Os missionários cristãos dos tempos modernos depararam-se com tais cenas em muitos países onde o evangelho de Cristo era desconhecido.

       Na Polinésia por exemplo, encontram-se pais que haviam sacrificado cinco, sete, dez e até dezenove dos seus filhos aos ídolos pagãos. As próprias mães cuidavam do sacrifício dos seus filhos recém-nascidos. No ritual diabólico, os pobres e  inocentes bebês morriam de muitas maneiras: enterrados vivos, afogados com pano molhado ou mediante a quebra de todas as articulações, uma a uma, começando pelos dedos das mãos, depois dos pés, em seguida os braços, as pernas etc. Se com todas estas torturas não morriam, eram então sufocados. Trata-se de morte lenta, cheia de requinte de inominável perversidade, tendo por carrascas as próprias mães, que a tudo isso chamavam de um "heroísmo santo".

(Almeida, Abraão de, em Lições da História, CPAD, RJ, 2000, pp 15-17)



(Publicado anteriormente com outro  Título)

          


Imagem:

http://biblicasimagens.blogspot.com.br/2008/09/elias-no-monte-carmelo.html



Um comentário:

  1. Não é contraditório que uma deidade que primeiro diz: "Não matarás" aprove tal tipo de assassinato em massa?
    E a desculpa de que naqueles tempos era justificável também não contradiz com o conceito de uma deidade que deveria ser a imutável e suprema perfeição?

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