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terça-feira, 5 de março de 2013

É CERTO A IGREJA EXPULSAR DEMÔNIOS?



A IGREJA E O PODER SOBRE AS FORÇAS DO MAL

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Efésios 6:12.

E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão os demônios;.....”
(Mc. 16:17)


         A presença de forças espirituais no mundo é uma realidade. O Apóstolo Paulo em sua carta aos cristãos de Éfeso já dizia

...a nossa luta não é contra a carne, o sangue...., sim contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal...”(Ef.6.12).
Não há como negar a presença maligna nas constantes guerras, assassinatos, prostituição, roubos, estupros e crimes os mais diversos que tanto afetam e dissabores trazem à nossa sociedade. O Apóstolo João já nos dizia:

Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno”(I Jo 5.19).

            A presença maléfica se manifesta até mesmo naqueles atos que julgamos simplesmente procedentes da maldade ou fraqueza humana; na violência; na desobediência; na promiscuidade; nos atos obscenos; no desespero; na opressão; no medo; na depressão, etc.

       Pessoas há que constantemente sofrem perturbações, têm visões estranhas de“fantasmas”“assombrações”, contatos com “extra-terrestres”, mantêm comunicação com pessoas já falecidas; são atacados por forças estranhas que muitas vezes os levam até a praticar coisas que em são juízo não desejariam fazer; são as hostes demoníacas agindo na vida destas pessoas.

           Muitas foram as ocasiões em que Jesus ou algum dos apóstolos se depararam com possessões demoníacas. Encontramos em Mateus Cap. 8 e versos 28 a 32 uma passagem quando Jesus encontrou-se com dois endemoninhados gadarenos e quando estes se depararam com Jesus as legiões de demônios que possuíam aquelas vidas lamentaram dizendo:

...Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?”

e, na certeza que seriam expulsos, rogaram que lhes fosse permitido apossarem-se de uma grande vara de porcos que eram apascentados naquelas proximidades, os quais possuídos pelas hostes demoníacas,  jogaram-se no mar e morreram todos.

              A presença de Deus perturba os demônios, os quais não O podem resistir; assim também o cristão, revestido do poder de Deus tem autoridade para expulsá-los, sejam eles de que natureza forem e onde estiverem. A Palavra de Deus não faz restrições, Ele deu-nos o poder e autoridade para ordená-los que saiam. Mc. 16.17.

              Paulo, o Apóstolo dos gentios, na cidade de Filipos, hoje território da Grécia, foi por diversos dias seguido por uma jovem que possuía um espírito de adivinhação (demônio), a qual com seus dotes “extra-sensoriais” dava muito lucro aos seus donos. Cremos ser ela duplamente escrava, humana e espiritualmente. Esta moça seguia os apóstolos, e com suas adivinhações perturbava o trabalho de Deus no qual os apóstolos estavam envolvidos, mas Paulo, com a autoridade que o Senhor lhe outorgara, voltou-se para ela e ordenou que o espírito adivinho lhe deixasse e no mesmo momento ela foi liberta. At.16.16-19.

             “As expressões vocais demoníacas da jovem escrava eram consideradas a voz de um deus; por isso os serviços dela como adivinha eram muito procurados, dando grande lucro aos seus donos. Através de Paulo, Cristo demonstrou aqui, mais uma vez, seu poder sobre o império do mal” (Bíblia de estudo Pentecostal, pg. 1667, Nota).

             Normalmente não faz parte da liturgia da igreja a exorcização, isto é, a igreja não deve andar a procura de demônios para exorcizá-los, como isto fosse uma parte do culto, como é costume de alguns grupos por aí a fora. Os demônios não podem habitar com o povo de Deus:

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos (demônios) 2 Co 6.16;

mas quando da manifestação deles temos por dever perante Deus de ordenar a libertação da vida que esteja sendo escravizada pelo Diabo, pois esta é a ordem do Senhor. Mc. 16.17.

               A manifestação demoníaca pode ocorrer de diversas maneiras, até mesmo de uma forma muito sutil, aparentemente inocente, cujos objetivos diabólicos são de perturbar e atrapalhar o bom andamento da obra de Deus, como já mencionamos com a moça adivinha. Não podemos nos submeter às forças do mal, pois o Diabo veio para roubar matar e destruir, mas Jesus veio para que tenhamos vida e Vida com abundância, Jo.10.10.

Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar o valente; e, então, roubará a sua casa” Mc. 3.27.

              Um dos destaques principais do evangelho segundo Marcos é o propósito firme de Jesus em derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em 3.27, isto é descrito como manietar o valente (Satanás) e, “roubará a sua casa” (libertar os escravos de Satanás). O poder de Jesus concedido à igreja sobre Satanás fica claramente demonstrado na libertação de vidas atormentadas pelos demônios.


João Q. Cavalheiro
Fontes: Publicado anteriormente neste blog, em 29 de dezembro de 2010, com o título: Batalha Espiritual
Imagem: http://sossertao-br.webnode.com.pt/album/galeria-de-fotos/a10-expulsando-demonios-e-curando-enfermos-no-nome-de-jesus-jpg/


terça-feira, 10 de maio de 2011

DONS DE PODER - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - Lição 7 / 2º Trimestre / 2011





15 de Maio de 2011

 


Texto Áureo: 



"E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia"( At 8.6).






OS DONS DE PODER





Objetivos:


Conhecer  os dons de poder.
Explicar o que representa cada dom. 
Saber que os dons são necessários para a edificação do 
Corpo de Cristo






OS DONS DE PODER


INTRODUÇÃO:

Os dons espirituais não cessaram com a ultimação do Novo Testamento, ou seja quando o Novo testamento foi completado, mas mesmo assim muitos eruditos dizem que estes dons foram especialmente para os primeiros cristãos, mas isto não vem ao caso neste momento. Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e os extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a música; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por Deus através do Espírito Santo.
Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja.
Os Dons de poder são: o Dom da Fé, os Dons de cura, e o Dom de operação de milagres. Há uma interelação entre esses dons porque são dotações extraordinárias que o Espírito concede à Igreja para que o Evangelho seja proclamado com autoridade, milagres e testemunho. São dons que operam na área física, psicológica e material.






Divisão dos dons:


A maioria dos estudiosos classificam os dons de 1Co 12.8-10 em três categorias:


- Elocução – Profecia, Variedade de línguas, Interpretação de línguas;
- Inspiração – Sabedoria, Ciência, Discernimento de espíritos;
- Poder – Fé, Operação de maravilhas, Cura.


Trata-se de uma divisão conveniente e lógica, mas com base no emprego da palavra grega heteros (“outro de tipo diferente”) por duas vezes em 1Co 12.6-8 podemos ver os dons divididos em três categorias assim:


- Dons de Ensino (e Pregação) – Palavra de Sabedoria, Palavra de Conhecimento;
- Dons do Ministério(à Igreja e ao Mundo) – Fé, Dons de Curar, Operação de maravilhas,Profecia, Discernimento de espíritos;

- Dons de Adoração – variedade de línguas, Interpretação de línguas.
Independentemente, qualquer uma das divisões está correta.




Especificação dos dons:

Veremos agora a especificação dos dons individualmente, não esquecendo que os dons são concedidos aos crentes (já batizados no Espírito Santo) através de súplicas, jejuns, orações e muita perseverança.





Dom da Fé

(1Co 12.9) 


Na verdade existem três tipos distintos de fé:

- Fé natural: Leva a pessoa a acreditar em qualquer coisa examinada à luz da razão (Tg 2.19; Jo 20.29);


- Fé salvadora: É através dessa que passamos a crer no Senhor para nossa salvação, é definidacomo um dom de Deus (Ef 2.8). Há que se mencionar ainda, a fé como fruto do Espírito (Gl 5.22)

- O dom da Fé (1Co 12.9): Este é o dom dado pelo Espírito Santo que está incluído na lista dos nove citados por Paulo. É a capacidade, ou faculdade de se confiar em Deus de modo sobrenatural, manifesta-se apenas em ocasiões especiais, é concedido somente a algumas pessoas, visando a consecução de obras extraordinárias em tempos de crise, desafio e emergência (1Co 12.29). Um exemplo típico é o de Elias contra os profetas de Baal (1Rs 18.33-35). É a fé que remove as montanhas, e esta opera em conjunto com outras manifestações do Espírito tais como as curas e os milagres (Mt 17.20).

Em certo sentido toda a fé é Dom de Deus, no entanto, há também a fé como Dom do Espírito Santo, fé que provém diretamente de Deus e que ultrapassa todas as concepções e criatividade humana e se torna fortaleza e segurança da alma, pela qual considera as coisas que não são como se já existissem. Esta fé pode partir do nível normal e tornar-se mais e mais poderosa, mediante às bençãos recebidas como resposta às orações. Este tipo de fé pode chegar à culminância da definição bíblica “...a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1)”. Este dom tem a ver com a fé na intervenção sobrenatural de Deus, quando tudo parece humanamente perdido. É desta fé poderosa e dinâmica que a Igreja está precisando tremendamente em nossos dias.



Dons de Cura

(1Co 12.9)


É um assunto mais complexo, porém, mais emocionante de se tratar. Pra começar definiremos o que é cura divina: ela nada tem a ver com os esforços médicos, cuja utilidade é reconhecida pela Bíblia (Mt 9.12), é a atuação sobrenatural de Deus sobre o corpo humano, livrando-o de todo o tipo de enfermidade, pois é uma promessa divina (Is 53.4). Mas se há cura, é porque há também as enfermidades, mas de onde elas vêm? Elas podem vir nos afligir de vários maneiras:
    a) pela natureza pecaminosa do homem (Gn 3.14-19);
    b) as doenças naturais ( 1Tm 5.23);
    c) possessão demoníaca (Lc 13.11);
    d) provação (Jó 2.7);
    e) participação indigna na ceia (1Co 11.29-30);
    f) para manifestar a glória divina (Jo 9.1-7);
    g) outras causas.

    Mas a cura pode vir de várias formas como nos diz a Palavra de Deus:

    a) em nome de Jesus (Jo 14.12);
    b) pela imposição de mãos (At 19.11);
    c) pela oração da fé (Tg 5.14-15).

    Uma curiosidade à respeito dos dons de cura, é que é o único dom que está no plural “dons”, indicando curas de diferentes enfermidades. Esses dons não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo, todavia, eles podem orar pelo enfermos, havendo fé, os enfermos serão curados. Mas nunca devemos esquecer, a glória tem que ser dada exclusivamente à Deus.
    Há uma diversidade de opiniões a respeito da forma plural (dons) usada para o Dom de curar. Pessoalmente, julgamos que “dons de curar” tem relação com as diferentes maneiras como apraz a Deus curar qualquer tipo de enfermidade ou doença, usando qualquer pessoa. Há casos em qua a cura é instantânea, visível, espetacular. Há também casos de cura em que os sintomas da doença não desaparecem imediatamente, embora a pessoa atingida pelo dom de Deus esteja segura da cura pela operação divina.
    À semelhança dos demais dons, este dom depende da soberania de Deus através da açãos gloriosa do Espírito Santo (Lc 4.14-19).
    Aos que indagam o por quê da cura divina, a Bíblia responde:

    a) A cura expressa a compaixão divina pelo sofrimento humano (Mt 14.14; 20.30-34;
    b) A cura é considerada o pão dos filhos (Mc 7.24-30);
    c) A cura divina faz parte da obra redentora efetuada por Cristo na cruz (Is 53.4,5).


    Dom de operação de Milagres

    (1Co 12.10)

    É a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas, incluindo algumas como:
    a) ressurreição de mortos (Lc 7.11-17);
    b) castigos (At 13.7-12);
    c) intervenção nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2).
    Webster dá a seguinte definição para o termo milagre: “Um milagre é um evento ou efeito no mundo físico, separado das lei da natureza ou que sobrepuja o nosso conhecimento dessas leis”. Isto não significa que um milagre contrarie as leis da natureza, mas que Deus, o Autor da natureza, pode alterar uma ou mais de suas leis, para realizar obras admiráveis e espantosas aos olhos dos homens.

    Um cuidadoso estudo deste dom chamará a nossa atenção para as seguintes conclusões:

    a) O dom de operação de milagres não é privativo de nenhum grupo religioso (1 Co12.10,11; Mc 9.38,39).
    b) Os milagres são operados pela fé (Mt 13.58);
    c) Os milagres tem finalidade despertadora (Mt 11.20-23);
    d) Os milagres contribuem para que Deus seja glorificado (Jo 14.12,13; Lc 19.37);
    e) Os milagres são meios divinos de aprovação do ministério cristão (At. 2.22; 8.13);
    f) Os milagres são operados para a glória de Deus e não do homem (At 3.16).



Pesquisa, organização e comentários:
Pr. João Q. Cavalheiro

Fontes de Pesquisa e/ou Recomendada:
Imagens: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-mp-2tr11-osdonsdepoder.htm
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD/RJ, 1995, pp 1756,1757.
O que a Bíblia diz sobre o ESPÍRITO SANTO, Stanley M. Horton, CPAD/RJ, 1993, pp 294-300.
Lições Bíblicas, CPAD/RJ, 1º Trim 2001, pp78,79.
Lições Bíblicas, CPAD/RJ, Nº 20, 4º Trim 1989, pp 30,31,33,34.

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