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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - UM MOVIMENTO QUE NASCEU COM CARACTERÍSTICAS SOCIAIS




A minúscula semente de mostarda que se transformou numa grande árvore
A história da Escola Dominical
Por Ruth Doris Lemos:
Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos. 

Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime. 

A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um pólo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos. 

Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer? 

Por um futuro melhor

Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente. 

Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho. 

O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã. 

Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas. 

As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruistas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço. 
Movimento mundial missões

No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava - os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia. 

As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados. 

A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança. 

A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos,do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil. 

Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil. 

No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo. 
Ruth Dorris Lemos é missionária norte-americana em atividade no Brasil, jornalista, professora de Teologia e uma das fundadoras do Instituto Bíblico da Assembleia de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba (SP)


Fonte:http://www.editoracpad.com.br/escoladominical/historia.php
Em: http://semiadecin.blogspot.com.br/2014/08/escola-biblica-dominical-movimento.html

sábado, 25 de maio de 2013

CPAD/Escola Bíblica Dominical - Subsídios à Lição 8 - II Trimestre/2013 - EDUCAÇÃO CRISTÃ - RESPONSABILIDADE DOS PAIS

Histórico do Ensino através da Bíblia
 

A Escola Bíblica através dos tempos
I. Nos dias de Moisés
No princípio entre o Povo de Deus eram os próprios pais os responsáveis pelo ensino da revelação divina no lar. O lar era uma escola – Dt 6.7; 11.18,19. (19. e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”.)


  1. Na época dos sacerdotes:

Os sacerdotes além do culto divino tinham o encargo do ensino da lei – Dt 24.8; 1Sm 12.23; 2 Cr 15.3; Jr 18.18.. Os reis de Judá quando piedosos aliavam-se aos sacerdotes para a promoção do ensino bíblico. Ex. Josafá – 2 Cr 17.7-9.

  1. Durante o cativeiro Babilônico:

Nessa época os judeus privados do culto do templo instituíram as sinagogas . Elas eram usadas como casa de cultos, escola bíblica e escola pública, tanto para crianças como para adultos.


  1. No pós-cativeiro:

O grande avivamento espiritual entre os judeus nos dias de Neemias produziu a difusão da Palavra de Deus e do ensino bíblico. É dessa época que temos o relato do primeiro movimento de ensino bíblico metódico popular similar ao de nossa escola dominical de hoje..
O capítulo 8 de Neemias nos dá um relato de como era escola bíblica popular de então, ou Escola Dominical como chamamos hoje.

“Esdras lê a Lei diante do povo”(Ne 8. 1-8).

1 E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se
ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.
3 E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.4 E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estavam em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, e Sema, e Anaías, e Urias, e Hilquias, eMaaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, e Misael, e Malquias, e Hasum, e Hasbadana, e Zacarias, e Mesulão.5 E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e,
abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.6 E Esdras louvou o SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém!?,
levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.
7 E Jesua, e Bani, e Serebias, e Jamim, e Acube, e Sabetai, e Hodias, e Maaséias, e Quelita, e Azarias, e Jozabade, e Hanã, e Pelaías, e os levitas ensinavam ao povo na Lei; e o povo estava no seu posto.8 E leram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.

  1. Esdras era o superintendente – V. 2
  2. O livro- texto: A Bíblia – V. 3.
  3. Os alunos: eram homens, mulheres e crianças: V. 3; 12.43.
  4. Treze auxiliares ajudavam Esdras na direção dos trabalhos: V. 4.
  5. Outros treze serviam como professores ministrando o ensino: vv. 7,8.
  6. O horário: da manhã ao meio dia – V. 3.
  7. Os professores liam a palavra e explicavam o sentido para que o povo entendesse. V. 8.


  1. Nos dias de Jesus:

  1. Jesus foi o Grande Mestre, glorificando assim a missão de ensinar. Das 90 vezes que alguém se dirigiu a Ele, nos Evangelhos, 60 vezes Ele é chamado de Mestre.. O Ministério de Jesus era tríplice. Ele pregava, curava e ensinava. Esse mesmo ministério Ele delegou aos seus - Mt 28.19; Mc 16.15,18.
  2. Seus apóstolas também ensinavam – Mc 6.30b; At 5.2.
  3. Aplicação: A Igreja de hoje deve dedicar-se mais ao ensino. Pecadores aos milhares se convertem, mas poucos permanecem porque lhes falta o apropriado ensino bíblico – Mt 13.6.
    jesus-ensinando
  1. Nos dias da Igreja:
  1. Após a ascensão de Jesus, os apóstolos e discípulos continuaram a ensinar. A Igreja do tempo primitivo dava muita ênfase ao ensino – At 5.41,42.
  2. Paulo, um grande mestre, foi maravilhosamente usado por Deus nesse mister.
  • Ele e Barnabé passaram um ano todo ensinando a Igreja em Antioquia: At 11.26.
  • Em Éfeso ficou três anos ensinando – At 20.20,31.
  • Em Corinto ficou um ano e seis meses – At 18.11.
  • Seus últimos dias em Roma foram ocupados com o ensino da Palavra – At 28.31
  1. Mais tarde vemos que a marcha do ensino bíblico na Igreja sofreu solução de continuidade e a Igreja entrou na era das densas trevas espirituais da Idade Média.
  2. Muitos séculos depois veio a reforma. Os líderes da Reforma dedicaram especial atenção ao preparo de livros de instrução religiosa, bem como reuniões destinadas a esse mister.
  3. Tanto o pregador como o professor usam a Palavra de Deus mas os ministério são diferentes. O pregador anuncia ou expõe o Evangelho, a Palavra de deus. Assim fazendo, ele lança a rede e as almas perdidas são ganhas por Jesus. Já o professor, sua missão é instruir, simplificar as verdades bíblicas, ilustrá-las, ilustrá-las, dissecar o texto até que compreendam o que se quer ensinar.
  4. A Igreja de hoje nunca deverá esquecer a amarga e desastrosa experiência resultante do descuido e abandono da instrução religiosa das crianças nos tempos que precederam a tenebrosa Idade Média.

Publicação anterior em 12 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Escola Dominical Moderna.


Gloucester, massa - csp0250651
  1. O movimento religioso que nos deu a Escola Dominical como temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra. O fundador foi Robert Raikes, de 44 anos, redator do jornal local. Raikes foi inspirado a criar a Escola Dominical movido por dois sentimentos principais: 1º) O grande número de crianças pobres que perambulavam pelas ruas da cidade sem um destino aparente. e que devotavam à pilhagem, ao vício e à ociosidade, sem nenhuma orientação espiritual. 2º) Há 15 anos ele trabalhava entre os detentos da prisão local, e viu que este seria o destino daquelas crianças no futuro. A princípio foi muito criticado pelos líderes de sua Igreja, como fundador de uma coisa desnecessária, e foi acusado por alguns mais zelosos de profanador do Domingo.
  2. De acordo com as diretrizes de Raikes, nas reuniões dominicais, além do ensino das Escrituras, era também ministrado às crianças rudimentos de linguagem, aritmética e instrução moral e cívica. O ensino das Escrituras consistia quase sempre de leitura e recitação. Em seguida teve início a prática de comentar os versículos lidos. Muito depois é que surgiram as Revistas da Escola Dominical.




Alguns fatos históricos:
  1. Ao fundar a primeira Escola Dominical em 20.07.1780, Raikes estabeleceu o seguinte: Desenvolver inicialmente uma fase experimental e dependendo dos resultados obtidos, divulgaria ao mundo sua experiência. Mal sabia ele que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e alcançaria o globo, chegando até nós. Seria a maior agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe.. Nessa fase experimental – 1780-1783, Raikes fundou 7 escolas dominicais somente em sua cidade, tendo cada uma cerca de 30 alunos. Os abençoados frutos do trabalho logo surgiram entre as crianças, refletindo isso profundamente nos pais. Estava dando certo a experiência com a Palavra de Deus!
  2. Foi no dia 3 de novembro de 1783 em que Raikes triunfalmente publicou em seu jornal a transformação ocorrida na vida de duas crianças. Até hoje: 03.11.1783 é considerado como o dia natalício da Escola Dominical. Os benditos e abundantes resultados causaram tal impacto no modo de vida da sociedade, que um ano após – 1784, Raikes era o homem mais popular da Inglaterra. Então as Igrejas começaram dar apoio à obra de Raikes e a Escola Dominical passou das casas particulares para os templos.
  3. Em 1784, isto é quatro anos após o início do movimento, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos.
  4. Quem diria que um começo tão humilde como aquele de 1780 através do irmão Raikes, chegasse a tão elevado dividendo? Está escrito em Zacarias 4.10 “...quem desprezará o dia das coisas pequenas?”






A Escola Dominical no Brasil


A Escola Dominical teve seu início entre nós em 19 de agosto de 1855 na cidade de Petrópolis/RJ. O fundador foi o missionário Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah P. Kalley, da Igreja Congregacional. Eram escoceses. Ele fora um médico ateu. Depois foi salvo sob circunstâncias especiais, e chamado por Deus entregou-se à obra missionária. Na primeira reunião a freqüência foi de 5 crianças. Desde então o crescimento da Escola Dominical tem sido maravilhoso.
O Brasil defronta-se hoje com problemas espirituais, sociais e morais idênticos aos que precederam a fundação da Escola Dominical na Inglaterra, principalmente no que tange à delinqüência juvenil e desagregação da família. A solução cabal para esses males que tanto preocupam o governo e as autoridades em geral, está na regeneração espiritual preconizada na Palavra de Deus, através da Escola Dominical. A Igreja de Deus precisa, pois explorar todo o potencial da Escola Dominical, como agência de ensino da Palavra de Deus e evangelização em geral.


( Manual da Escola Dominical, Antônio Gilberto, CPAD, 1987, pp. 110-117.

terça-feira, 12 de julho de 2011

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (Histórico do Ensino através da Bíblia)

 
1ª Parte
A Escola Bíblica através dos tempos
I. Nos dias de Moisés
No princípio entre o Povo de Deus eram os próprios pais os responsáveis pelo ensino da revelação divina no lar. O lar era uma escola – Dt 6.7; 11.18,19. (19. e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”.)


  1. Na época dos sacerdotes:

Os sacerdotes além do culto divino tinham o encargo do ensino da lei – Dt 24.8; 1Sm 12.23; 2 Cr 15.3; Jr 18.18.. Os reis de Judá quando piedosos aliavam-se aos sacerdotes para a promoção do ensino bíblico. Ex. Josafá – 2 Cr 17.7-9.

  1. Durante o cativeiro Babilônico:

Nessa época os judeus privados do culto do templo instituíram as sinagogas . Elas eram usadas como casa de cultos, escola bíblica e escola pública, tanto para crianças como para adultos.


  1. No pós-cativeiro:

O grande avivamento espiritual entre os judeus nos dias de Neemias produziu a difusão da Palavra de Deus e do ensino bíblico. É dessa época que temos o relato do primeiro movimento de ensino bíblico metódico popular similar ao de nossa escola dominical de hoje..
O capítulo 8 de Neemias nos dá um relato de como era escola bíblica popular de então, ou Escola Dominical como chamamos hoje.

“Esdras lê a Lei diante do povo”(Ne 8. 1-8).

1 E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se
ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.
3 E leu nela, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei.4 E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estavam em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, e Sema, e Anaías, e Urias, e Hilquias, eMaaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, e Misael, e Malquias, e Hasum, e Hasbadana, e Zacarias, e Mesulão.5 E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e,
abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.6 E Esdras louvou o SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém!?,
levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.
7 E Jesua, e Bani, e Serebias, e Jamim, e Acube, e Sabetai, e Hodias, e Maaséias, e Quelita, e Azarias, e Jozabade, e Hanã, e Pelaías, e os levitas ensinavam ao povo na Lei; e o povo estava no seu posto.8 E leram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.

  1. Esdras era o superintendente – V. 2
  2. O livro- texto: A Bíblia – V. 3.
  3. Os alunos: eram homens, mulheres e crianças: V. 3; 12.43.
  4. Treze auxiliares ajudavam Esdras na direção dos trabalhos: V. 4.
  5. Outros treze serviam como professores ministrando o ensino: vv. 7,8.
  6. O horário: da manhã ao meio dia – V. 3.
  7. Os professores liam a palavra e explicavam o sentido para que o povo entendesse. V. 8.


  1. Nos dias de Jesus:

  1. Jesus foi o Grande Mestre, glorificando assim a missão de ensinar. Das 90 vezes que alguém se dirigiu a Ele, nos Evangelhos, 60 vezes Ele é chamado de Mestre.. O Ministério de Jesus era tríplice. Ele pregava, curava e ensinava. Esse mesmo ministério Ele delegou aos seus - Mt 28.19; Mc 16.15,18.
  2. Seus apóstolas também ensinavam – Mc 6.30b; At 5.2.
  3. Aplicação: A Igreja de hoje deve dedicar-se mais ao ensino. Pecadores aos milhares se convertem, mas poucos permanecem porque lhes falta o apropriado ensino bíblico – Mt 13.6.
    jesus-ensinando
  1. Nos dias da Igreja:
  1. Após a ascensão de Jesus, os apóstolos e discípulos continuaram a ensinar. A Igreja do tempo primitivo dava muita ênfase ao ensino – At 5.41,42.
  2. Paulo, um grande mestre, foi maravilhosamente usado por Deus nesse mister.
  • Ele e Barnabé passaram um ano todo ensinando a Igreja em Antioquia: At 11.26.
  • Em Éfeso ficou três anos ensinando – At 20.20,31.
  • Em Corinto ficou um ano e seis meses – At 18.11.
  • Seus últimos dias em Roma foram ocupados com o ensino da Palavra – At 28.31
  1. Mais tarde vemos que a marcha do ensino bíblico na Igreja sofreu solução de continuidade e a Igreja entrou na era das densas trevas espirituais da Idade Média.
  2. Muitos séculos depois veio a reforma. Os líderes da Reforma dedicaram especial atenção ao preparo de livros de instrução religiosa, bem como reuniões destinadas a esse mister.
  3. Tanto o pregador como o professor usam a Palavra de Deus mas os ministério são diferentes. O pregador anuncia ou expõe o Evangelho, a Palavra de deus. Assim fazendo, ele lança a rede e as almas perdidas são ganhas por Jesus. Já o professor, sua missão é instruir, simplificar as verdades bíblicas, ilustrá-las, ilustrá-las, dissecar o texto até que compreendam o que se quer ensinar.
  4. A Igreja de hoje nunca deverá esquecer a amarga e desastrosa experiência resultante do descuido e abandono da instrução religiosa das crianças nos tempos que precederam a tenebrosa Idade Média.

Continua.....
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