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quarta-feira, 14 de março de 2012

LUTA IDEOLÓGICA CONTRA EVANGÉLICOS


 

As derrotas impostas sobre os projetos de lei contra a “homofobia” e o “kit gay” nas escolas, e os entraves em relação ao projeto de lei que criminaliza as palmadas, mostraram às esquerdas no Brasil que a única barreira sólida contra uma “revolução progressista” em nosso país chama-se “moral cristã” – esposada hoje principalmente pelos evangélicos, já que a Igreja Católica em nosso país já foi, em parte, cooptada pelo liberalismo social. Logo, os defensores do liberalismo social acreditam que a única forma de destruir de vez o que resta de conservadorismo na sociedade brasileira, para que todos os seus ideais de mundo consigam ser implantados sem dificuldade sobre nosso povo, é combater o discurso moral evangélico. Essa tese foi defendida, recentemente, por ninguém menos que o ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho.


Segundo edição online de 28 de janeiro do jornal Folha de São Paulo, o ministro Gilberto Carvalho, no dia 27 daquele mês, em discurso no Fórum Social de Porto Alegre, “defendeu uma disputa ideológica com líderes evangélicos pelos setores emergentes [da população brasileira]” e afirmou que “a chamada nova classe média não pode ser deixada à mercê dos meios de comunicação no país”, que “o governo deve ‘radicalizar’ a democracia e investir em comunicação de massa”, que “toda essa gente que emerge [a classe média emergente] não deve ficar à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação” e que “Aqui, com todo o cuidado, o Estado pode ter uma vertente autoritária”.

Saltam aos olhos as expressões “autoritária” e “radicalizar” associadas à afirmação de que deve-se empreender uma “disputa ideológica” contra evangélicos. Ou seja, o governo e seus pares ideológicos vêem a moral cristã defendida pelos evangélicos como um alvo a se combater, ao ponto de acharem que estão fazendo um bem à sociedade brasileira, pois o governo não poderá deixar “indefesa” a classe média, que está “à mercê” dessa pregação conservadora, chegando a pensar em tomar uma medida “autoritária”, mas “com todo cuidado”. O que significaria, na cabeça do ministro-chefe da Secretaria da Presidência, o Estado usar uma medida “autoritária, mas com todo o cuidado” contra os evangélicos para combater ideologicamente seu discurso conservador? 

A tempo:  a presidente tratou de jogar água na fervura, lançando uma nota no início de fevereiro afirmando que a posição de Carvalho “não é uma posição do governo Dilma, que tem respeito pelos evangélicos, mas uma posição pessoal do ministro, que na verdade estava fazendo uma análise política”.  A conferir.

Outro motivo de desagrado no começo do ano foi a escolha da presidente Dilma Rousseff do nome de Eleonora  Minicucci, uma declarada abortista, como ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres. No dia da sua posse ela afirmou que vai tratar o aborto como "questão de saúde pública", e não como crime. 

Em entrevista dada em 2004 e republicada no blog do jornalista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, Eleonora não só defende a descriminação do aborto como afirmou que praticou aborto por duas vezes, inclusive uma vez por decisão da organização Partido Operário Comunista (POC), ao qual ela fora filiada. Ela conta ainda que também resolveu “por aspiração” (palavras dela mesma) aprender como fazer aborto por sucção e chegou a realizá-lo em algumas mulheres na Colômbia, quando o aborto ainda era crime naquele país. Na mesma entrevista, ela declara também que se relacionava sexualmente com vários homens na guerrilha, orgulha-se da vida de guerrilheira, afirma que teve relações homossexuais mesmo depois de casada e declara-se feminista radical.
Fontes:Mensageiro da Paz nº 1522, Março de 2012, p 24
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