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domingo, 19 de junho de 2011

FESTAS JUNINAS E A FÉ CRISTÃ



Os costumes populares com certo cunho religioso de comemoração das chamadas festas juninas não encontram respaldo na Bíblia, que deve ser a base de toda igreja que se diz cristã. Dizem os defensores de tal costume, especialmente da festa de São João de que Zacarias e Isabel, pais de João Batista teriam acendido uma grande fogueira para comunicar, Maria, futura mãe de Jesus, e seus pais de que o menino João havia nascido. Tal argumento é totalmente infundado. Em primeiro lugar por não ter amparo na Bíblia, a qual condena veementemente qualquer acréscimo a seu texto – Ap 22.18,19.

Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa,
Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro.

Aquilo que a Bíblia registrou é a verdade e o que ela omitiu não deve ser acrescentado por homem algum e nem ser motivo de especulações desnecessárias – Dt 29.29.

     Por outro lado a tradição de que a fogueira foi com objetivo de tornar conhecido o nascimento de João a Maria e seus familiares é totalmente inverossímil e fora de razão por dois motivos: A) Zacarias, Pai de João Batista era sacerdote e servia no templo em Jerusalém, que ficava na Província palestina da Judéia, enquanto que Nazaré onde habitava Maria e seus familiares encontrava-se situada na Província da Galiléia, cerca de 100 Km de Jerusalém, tendo a província de Samaria entre ambas, distância muito longa para ser vista uma fogueira. B) Por ocasião do nascimento de João Batista, tudo leva a crer que Maria encontrava-se na casa de Isabel, veja-se Evangelho de Lucas Cap. 1 e vv 5-8,26-36,39-41,56. Pelo visto não há fundamento histórico e nem lógico para justificar o culto ao santo e nem à tradição que encontram condenação no texto bíblico conforme poderemos ver a seguir:

         Culto dos santos: Consiste na prática pagã de fazer preces a santos protetor e encarregados de cada segmento da vida cotidiana. Essa prática herdada e incorporada a certos cultos religiosos remonta desde os tempos da Mitologia Grega e babilônica onde havia deuses encarregados dos rios, fartura, amor, etc,etc,etc.(At 17.16,22,23).

Analisando essas práticas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O Papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos, substituindo o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo “cristão” para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive de Maria. Dessa forma o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.

A passagem bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da Arca da Aliança – Ex 25.18-20, advogada por certos teólogos para justificar a prática da idolatria, não se reveste de sustentação alguma. Porque não existe na Bíblia uma passagem sequer que mostre um israelita dirigindo suas orações aos querubins. O propiciatório era a figura da redenção em Cristo - Hb 9.5-9. A Bíblia condena terminantemente o uso de imagens de escultura como meio de cultuar a Deus – Ex 20.4,5; Dt 5.8,9. Jesus disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás – Mt 4.10”. O anjo disse a João: “Adora somente a Deus” – Ap 19.10; 22.9. Pedro recusou ser adorado por Cornélio- At. 10.25,26.


          Observância da Tradição: A leitura da Bíblia foi proibida aos leigos no Concílio de Tolosa em 1222. Com isso a Igreja aposentou a Bíblia, e a Tradição passou a  suplantar a Palavra de Deus – Mt 15.9. Em 1546 foi conferida à Tradição autoridade igual à da Bíblia.

A Tradição da Igreja Romana é, sem dúvida alguma,um outro evangelho alertado por Paulo em Gálatas 1.8; antítese do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Ela não tinha lugar na Igreja Primitiva. O Evangelho só, contém “todo o conselho de Deus” – At 20.27, dispensando, portanto, a Tradição. A Tradição não pode resistir a uma análise por parte dos famosos cristãos da antigüidade, tampouco diante das Escrituras.
Cipriano, no século III, disse: “A tradição, sem a verdade, é o erro envelhecido”. Tertuliano afirmou: “Cristo se intitulou a Verdade, mas não a Tradição... Os hereges são vencidos com a Verdade e não com novidades”. No ano 450, disse Venâncio: “Inovações são coisas de hereges e não de crentes ortodoxos”. Jerônimo, o tradutor da “Vulgata”, tradução oficial da Bíblia usada pela Igreja Romana, escreveu: “As coisas que se inventam e se apresentam como tradições apostólicas, sem o testemunho das Escrituras, serão atingidas pela Espada de Deus”.

Diante de todos estes fatos não há um fundamento sequer para que um cristão autêntico prenda-se a tradições herdadas através dos tempos mas que sob um exame isento e minucioso da Bíblia não receberá aprovação. São cultos pagãos, não alicerçados na verdade das Escrituras, aos quais um cristão não se associará, sob pena de ser condenado pelo Senhor por idolatria e cultos estranhos.



João Q. Cavalheiro

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CONSERVANDO A PUREZA DA DOUTRINA PENTECOSTAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL, Lição 12 do 2º Trimestre 2011



19 de junho de 2011


TEXTO ÁUREO:

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque fazendo isto, , te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1Tm 4.16)".

VERDADE PRÁTICA:
“Mantendo-se firme e fiel à Palavra de Deus, a Igreja de Cristo conservará a sâ doutrina no poder do Espírito Santo".

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

2 Tm 4.1-4; 2 Pe 2.1-3


LEITURA DIÁRIA:
Segunda-feira: Ef 6.11.
 "Armados contra as astutas ciladas do Diabo".

Terça-feira: At 19.19.
 "O Evangelho leva ao abandono do ocultismo". 

Quarta-feira: Mt 10.16. 
"Prudência e simplicidade". 

Quinta-feira: 1 Co 14.20.
 "Menino na malícia, adulto no entendimento". 

Sexta-feira:Cl 2.8. 
 "Cuidado com as filosofias e vâs sutilezas".

Sábado: Cl 2.4. 
"Cuidado com as palavras persuasivas".



OBJETIVOS:


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Saber que atualmente muitos falsos profetas e mestres têm tentado macular a Igreja.

- Compreender que satanás tem usado de sutilezas para enganar os crentes.

- Conscientizar-se de que a Igreja é a guardiã da sã doutrina.





COMENTÁRIO



INTRODUÇÃO

I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS

II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS

III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

CONCLUSÃO




INTRODUÇÃO

Nestes últimos dias, a Igreja tem de se mostrar sempre vigilante e alicerçada na Bíblia Sagrada para combater, eficazmente, as forças do mal que se levantam contra o evangelho de Cristo. Deus sempre alertou o seu povo quanto aos perigos que nos rondam (Mt 10.16; Jo 16.33; Lc 21.16). A mensagem que Paulo escreveu em sua carta a Timóteo, base da presente lição, trata das dificuldades pelas quais a Igreja haveria de passar em seus primórdios e, ao mesmo tempo, projeta-se para os tempos que antecederiam o retorno de Cristo.



I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS
    


Liberalismo e modernismo teológico. 

São movimentos teológicos liberais que conspiram contra os fundamentos doutrinários da fé cristã, esposados nas Escrituras Sagradas. Vejamos o que pensam os teólogos não-ortodoxos abaixo.

a) Friedrich Scheleiermacher (1768-1934). Teólogo alemão. Ele ensinou que “não há religiões falsas e verdadeiras. Todas elas, com maior ou menor grau de eficiência, têm por objetivo ligar o homem finito com o Deus infinito, sendo o Cristianismo a melhor delas”. A Bíblia, porém, afirma que Jesus é o único caminho.

b) Paul Tillich (1886-1965). Este teólogo alemão chegou ao ponto de dizer “Deus não existe... Deus não é um ser, mas um poder de ser. É o fundamento de todo o ser, porém, não é objetivo nem sobrenatural...”. Ele ensinava que o Deus da Bíblia é fictício. Mas a Palavra de Deus é enfática: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (Gn 17.1b); “Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus” (1 Sm 2.2).

c) Rudolf Bultmann (1884-1976). Para ele, a Bíblia está cheia de mitos. Conforme ensinou, pode-se crer em Jesus como Salvador, sem ter de crer em sua concepção virginal, ressurreição, ou segunda vinda. Segundo ele, é impossível alguém crer na luz elétrica e nos avanços da Medicina e acreditar nos milagres do Novo Testamento. A Bíblia, contudo, sustenta: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem...” (1 Co 1.18,23; 2.14; 3.19).

d) Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). Para este sacerdote jesuíta francês, o evangelho deve modernizar-se, adaptando-se aos conhecimentos científicos. Pierre foi o defensor da teoria da evolução teísta, segundo a qual Deus criou a vida, mas ela evoluiu por si mesma. No entanto, esta é a verdade que as Escrituras encerram: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Ele fez todas as coisas pelo poder de sua Palavra (Gn 1.1-28; Hb 1.1-3).

Conseqüências do liberalismo teológico. 


Este movimento traz em seu cerne outras distorções teológicas tais como a negação da infalibilidade da Bíblia, dos milagres do Novo Testamento, da concepção virginal de Jesus e, a recente “teologia aberta”, segundo a qual Deus não é onipotente nem onisciente, pois, segundo seus proponentes, não pode prever as catástrofes naturais, como as tsunamis.
Todavia, Ele é o Deus Todo-Poderoso criador dos céus e da terra. Ele fez todas as coisas e as mantém com o seu poder. Ele tudo sabe e tudo conhece. Nem o passado, nem o presente nem o futuro lhe são ocultos. Aleluia.


 “Homens amantes de si mesmos”. 


Jesus ensinou que o maior dos mandamentos é amar a Deus de todo o coração; o segundo, semelhante ao primeiro, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.35-39). Nestes tempos trabalhosos, porém, o amor próprio e egoísta está matando o amor a Deus e ao próximo. Esse tipo de amor nega as verdadeiras dimensões do amor cristão.


 Homens “avarentos”. 


As Escrituras afirmam que a avareza é idolatria (Cl 3.5). O pecado da avareza se manifesta no amor e culto ao dinheiro e ao materialismo (Ef 5.5; 1 Tm 6.10). Em Romanos 1.29, o pecado da avareza é arrolado juntamente com a prostituição e o homicídio. Eis porque a Bíblia adverte acerca dos falsos mestres que, movidos pela avareza, se utilizam de fábulas engenhosas para auferir lucros e enganar a Igreja de Deus (2 Pe 2.3; 1.16). Os falsos mestres e doutores são considerados malditos pela Palavra de Deus (2 Pe 2.14).


Homens “presunçosos”. 


Presunção é vaidade. Os presunçosos e ingratos para com Deus agem como Israel: ao prosperarem, dão “coices”; viram as costas a Deus (Dt 32.15). Eles passam a agir como se Deus não existisse. Amam mais a vida presente do que os bens eternos.


A falta de estudo bíblico no meio pentecostal.

Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Sl 119.97). Estudar a Bíblia não é apenas lê-la. É aproveitar lições preciosas para o crescimento espiritual, extraindo alimento para a alma. A Bíblia é o Livro de Deus. Ela é a mensagem de Deus para todas as pessoas, em todos os tempos, em todos os lugares.

Deus amou o mundo. "[...] Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1Tm 2.3,4). A Bíblia é a revelação especial de Deus para a humanidade. Ainda que seja o livro mais editado, no mundo, ao longo dos tempos, é, ainda, o livro menos conhecido de muitos povos e nações. O desejo de Deus é que a sua Palavra chegue a todo o ser humano, para que seja lido, apreciado e estudado. Os crentes pentecostais, não herdaram completamente a mensagem pentecostal dos pioneiros, fato observado hoje pela rejeição ao conhecimento teológico de muitos líderes e, conseqüentemente, a falta de senso crítico de sua membresia. Esquecemos rapidamente que o pioneiro Gunnar Vingrem foi um seminarista, bem como, outros missionários que por aqui aportaram. Por falta de conhecimento, o pentecostal dá crédito fácil à mentira - ele crê com facilidade em qualquer invenção que aparece sem questionar nada, sem comparar com as Escrituras, bastando apenas que o líder diga tudo com ares de autoridade e com alguns “aleluias” (At 17.11; Ef 4.14-15).

A realidade atual é que a maioria de nossos irmãos são ignorantes quanto a Palavra de Deus, falta interesse no estudo bíblico sério e profundo. E o pior, ainda há muitos que não vêem o estudo teológico como algo importante, citam inclusive, 2Coríntios 3.6, interpretando erroneamente a frase “a letra mata” como uma censura de Paulo contra o estudo. Não há ênfase na pregação e no estudo sério das Escrituras em nosso meio. Há quanto tempo você ouviu uma pregação expositiva acerca da Trindade – se é que já ouviu? Nossos cultos resumem-se ao louvor, e de preferências, de ‘fogo’, nas encenações teatrais, jograis, grupos de gestos, ministério de dança e coisas do tipo (1Co 1.21; 1Tm 3.15; 2Tm 2.15), e um mínimo de tempo para uma abordagem de algum texto bíblico, que em geral, são desprovidas de hermenêutica - uma das primeiras ciências que o pregador deve conhecer é certamente a hermenêutica; porém, quantos pregadores há que nem de nome a conhecem! 

Se quisermos preservar a sã doutrina, precisamos voltar a priorizar o estudo da Palavra de Deus (2 Tm 3.15-17). A Palavra de Deus nos torna sábios para a salvação (2 Tm 3.1 5), santifica-nos (Jo 1 7. 1 7), e leva-nos a conhecer mais profundamente ao Senhor (Os 6.3). “E perseveravam na doutrina dos apóstolos...”- Doutrina significa: ensino, aquilo que é ensinado, ensino a respeito de algo, o ato de ensinar, instrução, fazer uso do discurso como meio de ensinar.


II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS
     

 O perigo das infiltrações heréticas na igreja. 

Três textos nos alertam contra essas ameaças:

a) Atos 20.28-30 fala de “lobos cruéis” que entrariam no meio do povo de Deus. Esses lobos representam falsos obreiros que só cuidam de si próprio, e não do rebanho do Senhor.

b) 2 Pedro 1.1,2 refere-se “aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa”. Essa fé preciosa deve ser vivida e ensinada a todas as pessoas.

c) Gálatas 1.6,10 menciona pessoas que experimentam a graça de Deus e, facilmente, abandonam a “fé recebida” e a trocam por “outro evangelho”.



Fatos danosos que facilitam o surgimento de heresias e outros males semelhantes. 



Vejamos dois desses fatos ou casos que ocorrem e surgem no seio da Igreja, os quais ocasionam o surgimento de heresias e outros males semelhantes.

a) Imaturidade espiritual. Há uma nítida distinção entre uma criança e um adulto na fé cristã (1 Pe 2.2). O recém-nascido na fé requer cuidado especial por ser mais vulnerável às heresias. Tal pessoa quer experimentar tudo que lhe é oferecido. Há também, nesse contexto da imaturidade espiritual, os crentes movidos por emoção, os quais mudam de atitude ante o vento de doutrina que sopre diferentemente. São facilmente seduzidos quanto à fé por pessoas fraudulentas (2 Tm 4.3).

b) Subversão espiritual. Isso pode ocorrer com pessoas na igreja que, além de imaturas, são carnais, que se deixam levar por novas idéias, princípios e atitudes sem respaldo bíblico. Elas promovem confusão doutrinária, renegam a fé recebida, e forjam outras doutrinas fora dos princípios básicos da doutrina cristã defendidos na Bíblia Sagrada. Além disso, em nome de uma falsa revelação espiritual, contrariando toda a revelação bíblica, distorcem a verdade de acordo com suas conveniências pessoais e desvirtuam o texto bíblico de várias maneiras, para adaptá-lo ao seu modo de crer; aos seus conceitos pessoais.

c) Super-crentes. Para que se tenha idéia do alcance da apostasia, vejamos também o que andam ensinando os falsos mestres e doutores: “Satanás venceu Jesus na cruz”; “Nunca, jamais, em tempo algum, vá ao Senhor dizendo: Se for da tua vontade... Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”; “Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre do homem... Sim”; “Você está no controle das coisas!”.
Infelizmente, há muitos incautos dispostos a aceitar semelhantes blasfêmias. Não nos enganemos: Deus está no controle de tudo e não precisa de permissão humana para atuar quer na história das nações quer na vida de cada um de nós. Ele é soberano e tudo tem de ser feito de acordo com a sua vontade. Quanto ao Diabo, foi este vencido para sempre na cruz. Aleluia!

dPerdoar a Deus! Alguns falsos doutores chegam ao cúmulo de ensinar que se deve perdoar inclusive a Deus, pois, às vezes, Ele não cumpre suas palavras, causando ressentimentos nos que o buscam. Por isso, segundo recomendam, devemos submeter-nos à chamada “cura interior” e à “regressão espiritual”. Ora, os tais doutores deveriam saber que a Palavra de Deus é infalível e que Deus é Santo. Por conseguinte, quem precisa de perdão e arrependimento é o homem e não o Todo-Poderoso. Portanto, seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso (Rm 3.4).

eCulto aos anjos. Há muitos crentes iludidos adorando os anjos (Cl 2.18). Infelizmente, há pregadores que só iniciam a pregação depois de pedir a presença dos anjos e, com isso, iludem os simples. Isso é apostasia! Os anjos também são servos de Deus; sua missão é atuar em prol dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14). E além do mais, recusam adoração (Ap 19.10).

Teologia Liberal


A Bíblia como livro mitológico:


Uma das heresias da teologia liberal é tratar a Bíblia como um livro mitológico. Eles consideram as narrativas bíblicas, inclusive as da Criação de todas as coisas, como mitos, fábulas, apenas contendo alguma verdade moral e não fatos literais, verídicos, insuspeitos e históricos. É como se fossem frutos da imaginação de alguém.
As Sagradas letras que Tímóteo aprendeu, na sua infância, não eram mitos, mas a verdade divina, fidedigna e salvífica (2 Tm 3.14,15). A fidelidade, a autenticidade, a unidade, a precisão e a inerrância da Bíblia como a Palavra de Deus são perfeitas e assombrosas. Comparar, por exemplo, Is 7.14; 9.6 com Mt 1.22,23 Lc 7.20-22.


A negação dos milagres bíblicos:


Outro pressuposto da teologia liberal é negar a autenticidade dos milagres bíblicos, como se seus promotores tivessem permissão para se intrometerem nas coisas de Deus. Quem é o homem para assim fazer: (Sl 104.29). Os teólogos modernistas, juntamente com seus estudantes e admiradores, rejeitam os feitos sobrenaturais de Deus por não terem fé em Deus e de Deus; negam a própria Bíblia e até o Criador. Quanto a nós, tranquila e alegremente cremos que Deus existe e criou o Universo, com seus inumeráveis sistemas funcionando numa sintonia lógica e perfeita que nenhum homem jamais poderia conceber. Além disso, Ele sustenta o universo criado e interfere no mesmo produzindo os eventos sobrenaturais e miraculosos descritos na Bíblia (Sl 119.91; Mt 10.29,30).

A Nova Era nas escolas.

A Nova Era é a religião do Anticristo. Esse movimento vem entrando sorrateiramente nas escolas, onde as crianças são levadas a praticar ritos pagãos e técnicas de relaxamento, que muitos males psicológicos, emocionais e espirituais causam aos nossos filhos, levando-os a perder a capacidade de discernir entre o certo e o errado.


III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA
        


A Igreja de Cristo é vista numa linguagem figurada como “casa” e “família” (1 Tm 1.2,18; 2.13-15). A Bíblia, em 1 Timóteo 3.15, usa a expressão “coluna e firmeza” que fala de suporteapoiosustentáculo de uma construção. A lição que aqui podemos aprender é que devemos fielmente preservar aquilo que temos recebido da parte do Senhor. A verdadeira igreja é aquela que se mantém em tudo fiel à sã doutrina bíblica.

1. O significado de “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15). Consoante à Igreja, esses termos indicam a função do Corpo de Cristo no que se refere à Verdade. O comportamento requerido da Igreja, conforme o texto “para que saibas como convém andar na casa de Deus”, revela sua natureza, no sentido de que ela deve ter um comportamento digno e santo em relação ao mundo pecador. Isso porque a “Igreja do Deus vivo” é um povo santo, separado do pecado e do mundanismo. Portanto, a Igreja é a demonstração viva e santa da Verdade do evangelho. Seu papel é o de sustentar, manter e defender a Verdade contra todo erro e oposição intelectual, religiosa e filosófica dos falsos mestres. A Verdade foi confiada à Igreja, e todo erro e heresia devem ser refutados por ela (1 Tm 6.3-5; 2 Tm 2.18; 3.8; 4.4).

2. A Verdade no contexto de 1 Timóteo 3.15. Essa Verdade do evangelho é o vastíssimo conteúdo doutrinário da fé cristã. A Igreja tem a missão de viver e representar essa Verdade, mas também de mantê-la e defendê-la de toda oposição que se lhe ataca.

CONCLUSÃO

A palavra vigiar tomou um novo significado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Enquanto a América dormitava, as forças do terrorismo enviaram mísseis flamejantes à sua alma. É exatamente assim que trabalha o Terrorista maioral. Portanto, ‘tendo isto em mente, devemos vigiar com toda perseverança e súplica por todos os santos’ (Ef 6.18). Igualmente, Pedro adverte-nos: ‘Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé’ (1 Pe 5.8,9)”.
(HANNECRAAFF, H. A armadura espiritual. RJ: CPAD, 2005, p.120-1.)
É necessário que a Igreja de Cristo mantenha-se sempre vigilante e precavida contra as heresias que contestam as verdades fundamentais da fé cristã, segundo o que está escrito na Palavra de Deus. Esta é uma das cautelas para a Igreja evitar os erros doutrinários e combater as heresias.
A igreja tem a missão de viver e representar a sã doutrina, a fim de que todo erro e heresia sejam refutados. Somente poderá manter-se pura e ataviada para se encontrar com Jesus se preservar a ortodoxia bíblica doutrinária.





Fontes de busca, estudo e pesquisa:

Lições da EBD, CPAD/RJ, 2º Trimestre 2007, Lição 7, pp 49
Lições da EBD, CPAD/RJ, 4º Trimestre de 2005, Lição 6, pp 44;
Lições da EBD, CPAD/RJ, 4º Trimestre de 2005, Lição 7, pp 51;    
Lições da EBD, CPAD/RJ, 4º Trimestre de 2005, Lição 11, pp 78;
Lições da EBD, CPAD/RJ, 2º Trimestre de 2006, Lição 8, pp 58,59;
Lições da EBD, CPAD/RJ, 4º Trimestre de 2005, Lição 12, pp 87;
Lições da EBD, CPAD/RJ, 2º Trimestre de 2006, Lição 13, pp 94, 95;
Lições da EBD, CPAD/RJ, 1º Trimestre de 2007, Lição 12, pp 84;
http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-01-04.htm#


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