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quarta-feira, 21 de maio de 2014

VOCÊ SABE QUEM FOI FRIDA VINGREN?



Frida Vingren nasceu na Suécia em 1891 e faleceu na Suécia em 1940. Chegou ao Brasil em 1917, jovem, com os seus 26 anos, formada em Enfermagem. No mesmo ano em que chegou ao Pará, ela casou com Gunnar Vingren, fundador das Assembleias de Deus. Então, alguns sabem quem foi Frida Vingren porque ela foi esposa de Gunnar Vingren. Mas ela foi mais do que esposa, dona de casa, mãe de seis filhos. 

Alguns sabem quem foi Frida Vingren pelos seus belos hinos que constam da Harpa Cristã. Hinos como "Já achei uma flor gloriosa" (196), "Quem sua mão no arado já pôs" (394), "Se pelos vales eu peregrino vou andar" (515), “Bem-aventurado” (126). Mas ela foi compositora e tradutora de 35 hinos, alguns nem entraram na Harpa Cristã. Ela também foi poetisa, ela escreveu 9 poesias que estão publicadas. Ela também foi musicista (tocava órgão e violão).

Alguns sabem quem foi Frida Vingren por ela ter sido redatora dos primeiros jornais da Assembleia de Deus (Boa Semente e O Som Alegre) e do jornal Mensageiro da Paz. Mas ela realizou muito mais na área da literatura. Ela escreveu 20 reportagens, escreveu 48 artigos teológicos e doutrinários para a igreja AD nos seus primeiros anos - um dos seus maiores sonhos era ser escritora e ter livros publicados,mas não conseguiu.

http://dicionariomovimentopentecostal.blogspot.com.br/
Alguns sabem quem foi Frida Vingren por ela ter sido pregadora e evangelista. Mas ela foi também ensinadora da Palavra de Deus (foi ordenada bibelkvina – ensinadora de Bíblia – na Suécia) e comentarista da revista Lições Bíblicas para a Escola Dominical. Ela também dirigiu a Assembleia de Deus de Belém do Pará e de São Cristóvão. Alguns sabem quem foi Frida Vingren pelos assuntos polêmicos em torno do seu ministério na igreja ao lado do seu esposo missionário Gunnar Vingren.

Mas acima de tudo, Frida foi uma trabalhadora incansável na obra de Deus, apesar das graves enfermidades que ela sofreu com doenças tropicais. Uma vez ela contraiu malária e ficou doente durante 100 dias. Além das enfermidades de seu esposo Gunnar Vingren e de seus filhos. A filha caçula, Gunnvor, morreu pouco tempo antes de ela ir embora para a Suécia e ficou sepultada no Brasil.

Ela foi uma trabalhadora incansável na obra de Deus, apesar da oposição ao seu ministério mesmo entre os seus colegas de missão. Ela trabalhou no Brasil durante 16 anos.

Como foi esse relacionamento com os demais missionários e com os pastores brasileiros. Os detalhes estão em sua biografia.

O que aconteceu com ela depois que seu esposo morreu? O que ela fez? Qual era o seu projeto? Como foram os seus últimos anos na Suécia? Será mesmo que ela morreu como louca e indigente como se diz no Brasil? Tudo isso é respondido na biografia. Sem dúvida, Frida foi uma mulher à frente do seu tempo. Ela é uma referência, uma mulher-símbolo, um exemplo para todas mulheres cristãs.

Fonte: Dicionário do Movimento Pentecostal
Fonte: União dos Blogueiros Evangélicos: http://www.ubeblogs.net/2014/05/voce-realmente-sabe-quem-foi-frida-vingren-uma-mulher-crista-a-frente-do-seu-tempo-cpad-isael-araujo.htmlonte: 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O pentecostalismo no Brasil



O pentecostalismo surgiu no Brasil em 1910, e hoje representa o maior segmento da comunidade evangélica. Até os anos 1950, os pentecostais não chamavam muito a atenção. Entretanto, sua extraordinária expansão, a crescente visibilidade nos meios de comunicação e seu envolvimento com a política fizeram do movimento objeto freqüente de estudo dos pesquisadores da religião.


O censo de 2000, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou o significativo crescimento dos pentecostais no país nas últimas décadas. De acordo com os dados levantados, o número de evangélicos no Brasil chegou a 26 milhões de adeptos.

Em 1991, os pentecostais e neopentecostais eram 8,1 milhões. Em 2000, esse número subiu para 17,6 milhões, assim distribuídos: 
Assembléia de Deus com 8,4 milhões; 
Congregação Cristã no Brasil com 2,4 milhões; 
Igreja Universal do Reino de Deus com 2,1 milhões; 
Outras igrejas pentecostais com 1,8 milhão; 
Igreja do Evangelho Quadrangular com 1,3 milhão; 
Igreja Pentecostal Deus É Amor com 774,8 mil e 
O Brasil para Cristo com um milhão de membros.



Assembléia de Deus — AD



Maior denominação evangélica brasileira das últimas décadas, a Assembléia de Deus foi fundada por dois missionários suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, que vieram ao Brasil via Estados Unidos.


Gunnar Vingren recebeu o chamado de Deus para sua vida aos nove anos de idade. Em 1896, aos dezessete anos, passou por um processo de reconversão, depois de um período afastado da fé. Em junho de 1903, ele foi atingido pelo que ele denominou “febre dos Estados Unidos”. Depois de passar por outras cidades norte-americanas, foi a Chicago estudar no seminário teológico dos batistas suecos.


No verão de 1909, sentiu um forte desejo de receber o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Depois de cinco dias de busca, numa conferência na Primeira Igreja Batista Sueca, em Chicago, ele recebeu o que buscava. Ao pregar o batismo do Espírito Santo em sua igreja, esta ficou dividida e Vingren foi obrigado a deixar o pastorado da igreja.

Vingren foi para uma igreja em Indiana, onde foi influenciado por Adolfo Ulldin, um fiel que tinha visões, falava pelo dom de profecia e revelou vários segredos sobre o futuro de Vingren. Ele conta que foi por meio desse irmão que o Espírito Santo lhe disse para ir ao Pará, onde pregaria o evangelho para um povo muito humilde. Foi preciso ir a uma biblioteca para descobrir que o Pará fica no norte do Brasil.

Nesse momento, Vingren já havia conhecido Daniel Berg, seu futuro companheiro de missões, pois também ele recebera o chamado para vir ao Brasil, e ambos prepararam-se para a viagem.
No Brasil, foram recebidos por uma igreja batista. Assim que aprenderam um pouco da língua, começaram a evangelizar e a disseminar a doutrina pentecostal, principalmente o batismo no Espírito Santo com o falar em línguas.

A pregação de Vingren e Berg encontrou receptividade por parte de alguns e resistência por parte de outros. Entre os dezenove membros da igreja batista que creram na nova doutrina estava Celina de Albuquerque, considerada a primeira pessoa em solo brasileiro a receber a experiência pentecostal. Em junho de 1911, eles deixaram a igreja batista e fundaram uma igreja denominada Missão de Fé Apostólica.

Fachada do Primeiro Templo

Os assembleianos dividiram sua história em quatro períodos. O primeiro período vai de 1911 até 1924, tendo como fatos principais a aquisição do primeiro templo, a publicação do primeiro periódico pentecostal brasileiro, denominado Voz da verdade, e o início do trabalho missionário da denominação, com o envio de José de Matos a Portugal, em meados de 1913.

O segundo período vai de 1924 a 1930 e destaca o crescimento da igreja em todo o estado do Pará. Nessa época, foram instituídos o diaconato e o presbiterato na denominação. O terceiro período vai de 1930 até 1950 e destaca a colaboração da igreja do Pará com as construções de templos nas cidades de São Luís (MA), Manaus (AM), Teresina (PI) e Porto Velho (RO).
Interior do 1º Templo
O quarto e último período vai de 1950 até os dias atuais, quando acontece uma expansão ainda maior da denominação. Em 1961, o movimento pentecostal brasileiro já contava com um milhão de membros.



Pesquisa, adaptações e comentários adicionais:
João Q. Cavalheiro

Lições Bíblicas da EBD, CPAD/RJ, 2º Trim/2007, pp 71-77.
http://www.ibmac.com                                                                  

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A origem do pentecostalismo atual





William Seymour
Foi em Topeka, Kansas (EUA), que surgiu o movimento pentecostal como é conhecido hoje. O pregador Charles Parham começou, em 1900, uma escola bíblica denominada Betel. Parham reuniu cerca de nove alunos para que estudassem juntos e sem o auxílio de nenhum livro além da Bíblia o tema do batismo no Espírito Santo.


Parham e seus alunos tinham uma certa ligação com o “movimento da santidade”, um grupo que tentava preservar os ensinos peculiares do metodismo de João Wesley, como a perfeição cristã e a inteira santificação. O grupo liderado por Parham buscava evidências ou prova bíblica para o batismo no Espírito Santo.

Chegaram, então, à conclusão de que a única certeza e sinal escriturístico para o batismo com o Espírito Santo era o falar em línguas. No dia 1°. de janeiro de 1901, um moço estudante estava orando durante a noite, quando experimentou de repente a paz e a alegria de Cristo, começando a louvar a Deus em línguas. Dentro de alguns dias, toda a comunidade recebera o batismo com o Espírito Santo dessa maneira e surgiu o moderno movimento pentecostal. Essa experiência, acompanhada por poderosos ministérios de conversões, curas, profecias etc., se espalhou pelo Texas e (em 1906) alcançou Los Angeles, onde cresceu substancialmente, passando para Chicago, Nova York, Londres e Escandinávia em meados de 1915.


Um aluno de Parham, chamado William Seymour, (foto) foi convidado a pregar em Los Angeles. As reuniões daquele pregador negro começaram a crescer. Suas pregações atraíam muita gente, e o fenômeno do batismo no Espírito Santo continuou a acontecer em grande escala. A experiência era sempre acompanhada de manifestações de línguas, profecias e orações em voz alta, que ocorriam junto com cânticos espirituais. Seymour
era filho de ex-escravos e, apesar do contexto social extremamente hostil aos negros, ele continuou a ensinar:

Apesar das constantes humilhações, desenvolveu uma espiritualidade que resultou, em 1906, num avivamento em Los Angeles.

A maioria dos historiadores pentecostais crê ter sido esse avivamento o berço do pentecostalismo. As raízes da espiritualidade de Seymour jazem em seu passado. Ele afirmou suas raízes negras ao introduzir, na liturgia, os negro spirituals e a música negra numa época em que essa música era considerada inferior e imprópria à adoração cristã. Ao mesmo tempo, ele viveu firmemente o que compreendia ser o Pentecostes. Para ele, o Pentecostes significava mais que falar em línguas. Significava amar a despeito do ódio — vencendo o ódio de uma nação inteira ao demonstrar que o Pentecostes é algo muito diferente do estilo de vida americano de sucesso.

No avivamento de 1906, em Los Angeles, bispos brancos e trabalhadores negros, homens e mulheres, asiáticos e mexicanos, professores brancos e lavadeiras negras, todos eram iguais. A imprensa religiosa e a secular acompanhava todos os detalhes. Sem conseguir entender o que se passava, preferiram ridicularizar, atacando Seymour: “pode vir algo bom de um autodenominado profeta negro?”.

As principais denominações também criticaram o emergente movimento pentecostal, desprezando seus seguidores devido à origem negra e humilde. Pressões sociais surgiram, tentando discriminar suas igrejas entre as organizações negras e brancas, como outras igrejas já vinham fazendo.

Tudo isso, porém, não conseguiu impedir o crescimento do pentecostalismo. De Los Angeles, o movimento espalhou-se por muitas cidades norte-americanas e depois pelo mundo todo. Nos Estados Unidos, Chicago desenvolveria um importante papel na exportação do fenômeno pentecostal para o Brasil. A cidade tornou-se uma rota missionária para três pregadores que lançariam as bases para o movimento pentecostal em solo brasileiro: Louis Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil), Daniel Berg e Gunnar Vingren (fundadores da Assembléia de Deus).


Muitas igrejas foram formadas, sendo a Assembléia de Deus a maior delas. Mais tarde, o pentecostalismo tornou-se fator importante para a formação de outro grupo na América do Norte, que também alcançaria proporções mundiais, e que seria conhecido como “movimento carismático”. Com ênfase no batismo do Espírito Santo e na glossolalia, esse movimento passaria a existir em quase todas as denominações evangélicas tradicionais, preparando o caminho para o futuro movimento neopentecostal.

Pesquisa, adaptações e comentários adicionais:
João Q. Cavalheiro

Lições Bíblicas da EBD, CPAD/RJ, 2º Trim/2007, pp 71-77.
http://www.ibmac.com                                                                  

domingo, 27 de abril de 2014

O METODISMO





A grande contribuição para o surgimento do pentecostalismo veio, mais especificamente, do movimento metodista, fundado no século XVIII, na Inglaterra, por João Wesley (1703-1791). Seu fundador foi influenciado pelo grupo pietista alemão denominado morávios, que pregavam a necessidade do novo nascimento e da conversão.



A experiência de conversão de Wesley, em 1738, mudaria totalmente sua vida. Ao ouvir, numa reunião, a leitura do prefácio do comentário do livro de Romanos, escrito por Martinho Lutero, seu coração foi “estranhamente aquecido”. Essa experiência fez dele um evangelista. Wesley mesmo declarou: “Então, foi do agrado de Deus acender um fogo que, confio, nunca se apagará”.



Com as perseguições religiosas na Europa, muitos adeptos desse movimento migraram para os Estados Unidos. A ênfase na perfeição cristã ou na inteira santificação, ensinadas por João Wesley, mais tarde receberia outros nomes: “segunda bênção” e “revestimento de poder”, por exemplo. O termo “batismo no Espírito Santo” passaria a ser usado por alguns grupos posteriormente.



Outros líderes e denominações na América do Norte seriam influenciados pelos mesmos ensinos e se encarregariam de disseminá-los. Entre estes destacaram-se Charles G. Finney, Dwight L. Moody, A. B. Simpson, Andrew Murray e R. A. Torrey.





As raízes históricas do pentecostalismo não passam apenas pela influência de Wesley e do pietismo, mas por vários movimentos religiosos: o puritanismo, George Fox e os quacres, os irmãos Plymouth e William Booth, fundador do Exército de Salvação. Em outras palavras, o pentecostalismo americano surgiu do aprofundamento da vida espiritual associado a João Wesley.

Pesquisa, adaptações e comentários adicionais:
João Q. Cavalheiro

Lições Bíblicas da EBD, CPAD/RJ, 2º Trim/2007, pp 71-77.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

A HISTÓRIA DO PENTECOSTALISMO E OS MOVIMENTOS PERIFÉRICOS




Ao longo da história, o pentecostalismo justifica as manifestações de glossolalia (falar em línguas) e outras relacionadas com fenômenos sobrenaturais citando uma variedade de textos bíblicos (At 2:16-21; 10:44-46; 19:6; 1Co 12:10).



A manifestação dos dons espirituais não esteve restrita ao livro de Atos dos Apóstolos. O fenômeno de orar em línguas, por exemplo, tem sido constatado em grupos fora do cristianismo.



A influência de movimentos periféricos



Na história do cristianismo, a busca por um contato mais íntimo com Deus passa pelo misticismo e pelo pietismo, movimentos que correm à margem da igreja oficial. A característica principal desses movimentos é a aversão às normas e doutrinas da igreja, pois entendem que o Espírito Santo revela tudo o que é necessário para a vida do cristão.




O montanismo




Foi neste movimento, liderado por Montano, que os fenômenos pentecostais encontraram ampla guarida. O movimento surgiu na Frígia, Ásia Menor romana (Turquia), por volta do ano 172,6 tendo Tertuliano como um de seus adeptos mais importantes.

Os adeptos do montanismo se consideravam porta-vozes do Espírito. Afirmavam que o fim do mundo estava próximo e que a nova Jerusalém seria brevemente estabelecida na Frígia, para onde se dirigiam os fiéis. Como preparo para a próxima consumação, passaram a pregar um asceticismo rigoroso, o celibato, jejuns e abstinência de carne. Preocupados com o avanço do movimento, os bispos da Ásia Menor se reuniram, pouco depois de 160 d.C., e condenaram o movimento.



O pietismo


Este movimento nasceu na Alemanha protestante do século XVII e estendeu-se por toda a Europa, promovendo a fé pessoal em protesto contra a secularização da igreja. O movimento abraçou a “teologia do coração”, baseada nos escritos de Johann Arndt, na leitura e na meditação da Bíblia e nos hinos da liturgia luterana.



O nome que mais se destacou no movimento pietista foi o de Phillip Jacob Spener (1635-1705). Ao ver a vida decadente da cidade de Frankfurt, Spener organizou os primeiros collegia pietatis, que reuniam leigos cristãos para troca de experiências e leitura espiritual. 

Por influência do movimento pietista, experiência e emoção se tornaram elementos vitais para a existência da fé pentecostal. O sucesso de um culto pentecostal ainda depende de lágrimas, de alegria ou não, de fortes exclamações de júbilo, de louvores e de muito barulho. O silêncio, qualquer que seja a duração, incomoda muito num culto pentecostal, em que é freqüente ouvir a expressão: “lugar de silêncio é no cemitério”.
Pesquisa, adaptações e comentários adicionais:
João Q. Cavalheiro



Lições Bíblicas da EBD, CPAD/RJ, 2º Trim/2007, pp 71-77.
http://www.ibmac.com                                                                   Imagem:http://protestantismo.ieadcg.com.br/estudos/pietismo.htm 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A ORIGEM DO PENTECOSTES





O movimento pentecostal  surgiu nos Estados Unidos no início do século xx. Os adeptos do pentecostalismo passaram a enfatizar o batismo com (ou no) Espírito Santo como revestimento de poder subseqüente à conversão e ao falar em línguas estranhas. Outros dons ou manifestações sobrenaturais também passaram a fazer parte das reuniões pentecostais, como a cura física, as profecias e os dons de milagres e de discernimento.
Essas crenças e práticas baseiam-se no segundo capítulo do livro de Atos dos Apóstolos, quando os apóstolos, Maria (mãe de Jesus) e cerca de 120 discípulos, instruídos por Jesus, reuniram-se num cenáculo em Jerusalém para esperar a vinda do Espírito Santo prometida por Cristo. No qüinquagésimo dia posterior à páscoa, depois de esperarem por dez dias, a promessa de Jesus cumpriu-se. Lucas descreveu assim o evento:


Ao cumprir-se o dia de pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem (At 2.1-4).


Quanto à origem do termo Pentecostes, o dicionário bíblico informa:

Em Levítico 23:16, a Septuaginta empregou o termo pentêconta hêmeras como a tradução do hebraico hªmishshïm yom, “cinqüenta dias”, referindo-se ao número de dias partindo da oferta do molho de cevada até ao início da páscoa. Ao qüinquagésimo dia era a festa de pentecostes. Visto que o tempo assim escoado era de sete semanas, era chamada hagh shabhu’ôth, “festa das semanas” (Êx 34:22; Dt 16:10). Assinalava o término da colheita da cevada, que tinha início quando a foice era lançada pela primeira vez na plantação (Dt 16:9) e quando o molho era movido “no dia imediato ao sábado” (Lv 23:11,12a). É festa igualmente chamada hagh haqqãçïr, “festa da colheita”, de yôm habbikkürïm, “dia das primícias” (Êx 23:16; Nm 28:26). Essa festa não se limitava aos tempos do Pentateuco, mas sua observância é indicada nos dias de Salomão (2Cr 8:13) como o segundo dos três festivais anuais (cf. Dt 16:16).


Para explicar o fenômeno ocorrido em Atos 2:12 e refutar a sugestão de que estivessem embriagados, Pedro cita a profecia de Joel 2:28-32:

E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra; sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo

Pesquisa, adaptações e comentários adicionais:
João Q. Cavalheiro



Lições Bíblicas da EBD, CPAD/RJ, 2º Trim/2007, pp 71-77.
http://www.ibmac.com                                                                                                               Fonte/Imagem: http://witianblog.blogspot.com.br/2012/05/o-que-e-pentecostes-o-que-se-celebra-em.html

sexta-feira, 28 de março de 2014

"TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS"



Todos os caminhos levam a Deus! Espere....Espere um pouquinho....Eu já explico.....

Todos os caminhos levam a Deus! 

Será? Pois eu também creio. 

Embora muitos possam censurar-me neste momento, quero afirmar, com base na Palavra de Deus, a autenticidade dessa máxima de uso popular tão repetido, especialmente por aqueles que preferem adiar uma decisão por Cristo.

O antigo Império romano orgulhava-se de haver construido muitas estradas, as quais visavam a facilidade para os governantes e governados chegarem à sede do império, Roma. Daí surgiu o ditado comum ouvido de boca em boca "Todos os caminhos levam a Roma"( Omnes viae Romam ducunt). Então a popularidade do ditado estendeu-se também à religião donde surgiu o paralelo  "Todos os caminhos levam a Deus".

Não poucos, visando sua permanência em "zona de conforto" proferem categoricamente que, não é necessário fazer qualquer mudança radical ou pensar sobre a salvação de sua alma porque assim como estão hão de chegar a Deus, pois Ele é muito bom, morreu por todos e não mandará ninguém para o inferno.

Outros nem sequer querem ouvir qualquer coisa sobre religião ou Deus. Dizem que essa história de igreja, religião ou Deus é tudo balela, coisa de fracos que não tem coragem de enfrentar os revezes da vida e ficam apelando às igrejas para buscar a solução. Para eles as igrejas visam apenas angariar lucros para a facilitação e o enriquecimento de alguns poucos. Estribados na premissa "Todos os caminhos levam a Deus" permanecem onde estão buscando apoio em suas concepções de vãs filosofias.

Ainda amparados nessa premissa há aqueles que saem por aí buscando uma religião ou igreja que melhor se adapte à sua maneira de pensar ou agir, é como embarcar numa canoa furada mas somente na metade do rio dar-se conta disso. Então somente duas opções são aceitáveis, seguir navegando e ver no que dá no final ou dar meia volta e buscar um porto seguro.

Voltando ao ditado de tão ampla aceitação eu torno a mencionar que aqueles que creem e afirmam a autenticidade desse dito não estão de todo errados, confundem, no entanto a maneira como certos caminhos levam até Deus.

Sem pretender entrar em profundas discussóes teológicas ou filosóficas, pois este não é o objetivo deste pequeno comentário, pretendemos à luz da Bíblia analisar algumas afirmações que ela nos dá. Vejamos:

 Dn 12.2 "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno".

Zc 12.10 "E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito".

Mt 25.31-46 "E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;  porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes. Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

Fp 2.10,11 " para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai".

Ap 1.7 "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!"

Pv 14.12 "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".

Mediante o exame dos textos bíblicos relacionados pode-se observar que todos os homens terão de comparecer perante Deus, uns para gozo eterno, outros para vergonha, desprezo e tormento eterno. Portanto: Todos os caminhos levam a Deus, mas a situação do homem quando chegar lá é que definirá o seu destino eterno.
O leitor está preparado para apresentar-se perante Deus? Não esqueça que: "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte"(Pv 14.12).

Eu tenho uma oferta para fazer-lhe: Jesus. Ele disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. (João 14:6).

Ele disse ainda: "...Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido - Lc 19.10".

A Salvação em Cristo Jesus é muito simples! Ele fez tudo por nós e deixou ao pecador uma única coisa a fazer, somente aceitá-lo como Salvador e crer que Ele morreu para pagar todos os pecados do perdido, que se mantinha afastado do Criador desde a queda no Éden.



Muitos, porém, teimam em oferecer sacrifícios, pagar promessas e penitências para alcançar o merecimento da salvação. Nada que o pecador possa fazer fará que ele seja merecedor da Salvação. Todo mérito está na Pessoa de Jesus que pagou alto preço, preço de sangue inocente, que nós jamais poderíamos pagar. Portanto todo o mérito está na pessoa de Cristo: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem - 1 Tm 2.5"
"Agora pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus -Rm 8.1"

O Apóstolo Paulo certa vez foi interpelado a respeito da Salvação e a resposta que ele deu é a mesma que agora passo a todo aquele que queira ouvir: "CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO, TU E A TUA CASA - At 16,30,31".


João Q. Cavalheiro
Imagem: https://www.google.com.br/search?q=todos+os+caminhos+levam+a+deus&biw

domingo, 16 de março de 2014

CPAD - EBD: 2º trimestre 2014


Dons Espirituais e Ministeriais - servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Este é o nome da revista Lições Bíblicas (CPAD) a ser disponibilizada ao segundo trimestre de 2014 aos estudiosos da Palavra de Deus, com os comentários do Pr. Elinaldo Renovato.

1. E deu dons aos homens
2. O propósito dos dons espirituais
3. Dons de revelação
4. Dons de poder
5. Dons de elocução
6. O ministério de apóstolo
7. O ministério de profeta
8. O ministério de evangelista
9. O ministério de pastor
10. O ministério de mestre ou doutor
11. O presbítero, bispo ou ancião
12. O diaconato
13. A multiforme sabedoria de Deus

E.A.G.

quarta-feira, 12 de março de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A NOIVA E A SEDUÇÃO DO PODER




A NOIVA E AS SEDUÇÕES

Mt 4.5-7

A.   O mal de Diótrefes – 3 Jo 1.9-11
1        Deseja ser o primeiro – v. 9
2        Não reconhece hierarquia – v. 9
3        Fala mal dos obreiros – v.10a
4        Maltrata a Igreja – v.10b

B.    A rebelião de Coré e seu grupo – Nm 16.1-19
1        Filhos de Levi – vv.1, 8
2        Julgou tomar o lugar de Arão – vv. 3,10,16; Hb 5.4-8
3        Questionou a autoridade de Moisés – vv. 13,14
4        Pereceram todos – vv. 31-35

C.    A maldição de Herodes – At 12.20-23
1        Bem sucedido politicamente – v. 20
2        Vaidoso – v. 21
3        Boa oratória – vv. 21,22
4        Recebeu a glória que não era dele – v. 21
5        Os aplausos do povo levaram-no à desgraça – vv.21,22
6        Teve seu orgulho quebrado recebendo dura punição divina – v. 22

D.   Jesus foi provocado a provar seu poder:
1  Para apenas demonstrar que podia (vaidade) Mt 4.9-11
2  Para castigar aqueles que não reconheciam seu  
    Poder – (vingança) Mc 8.11,12; Lc 9.54
3  Para aliviar seu sofrimento e despertar a fé de outros  
    (benefício próprio) – Mt 27.42; Lc 23.49.


E.    O Poder de Deus é para testemunhar e cumprir a Grande comissão – At 1.8; Mc 15.16 – 18; Lc 10.19
     1   Fazer discípulos: Mt 28.19
2        Curar enfermos
3        Falar novas línguas
4        Expulsar demônios
5        Pisar serpentes escorpiões – Lc 10.19
6        Se tomarem alguma coisa mortífera, não sofrerá dano algum

CONCLUSÃO:

F.     UMA BATALHA PERDIDA?
- As portas do inferno não hão de prevalecer contra a Igreja do  Senhor Jesus – Mt 16.18

    G.  AINDA HÁ ESPERANÇA PARA ISRAEL (IGREJA)
         - Deus redime Israel – Sl 25.22
         - Todo o Israel será salvo – Rm 11.26.
         - A Igreja é o novo Israel – Mt 21.43; Ef 2.12-14; Rm   
           11.16,17;  Gl 3.7,9,29; 6.16.

    H.  A SALVAÇÃO DO REMANESCENTE
          - Ainda que sejam muitos somente o remanescente será   
            salvo –  Rm 9.27; Is 10.22,23.
          - Muitos chamados e poucos escolhidos – Mt 22.14.
          - Os que O recebem são feitos seus filhos – Jo 1.11,12


Ministrada: 1. Cong. São João/Curitiba/PR, 02,09,16.10.2013, e  
2. Cog. Solar . 24.10.13.
Fonte/imagem:   http://imagensbiblicas.wordpress.com/2008/08/02/a-tentacao-de-jesus/
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