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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PROMESSAS DE DEUS AOS QUE SÃO TENTADOS

                 
Toda tentação humana. não está além da possibilidade do crente suportar. “Fiel é Deus que não nos deixará tentar acima do que possamos suportar, antes com a tentação nos dará também a possibilidade de escape - 1 Co 10.13”. A tentação pode ser provinda de uma outra pessoa ou vinda diretamente de Satanás, cujo nome vem do grego e significa “tentador, adversário”, mas de uma coisa devemos ter certeza: a Palavra de Deus é rica de promessas confortando o crente a que saibamos suportar a tentação, pois Deus sempre nos dará um escape - Lc 10.19; 22.31,32; Hb 2.18; 2 Ts 3.3; Ap 2.7,17,26.

No livro de Jó encontramos uma experiência com à tentação. Jó foi paciente, diante da pobreza, abandono, doença, miséria, descaso, etc., mas em tudo isto foi fiel e Deus lhe deu bênçãos em dobro por ele  suportar – Jó 1.21; 2.7-9;42.10-17.

 Deus não promete que não passaremos por aflições, dores e sofrimentos nesta vida. Na realidade Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer aos crentes (Jo 16.1-4,33). A Bíblia contém numerosos exemplos de tantos que passaram por grandes sofrimentos. Vide galeria dos heróis da fé em Hb 11.35-38. Veja ainda José, Davi, Jeremias, Daniel e Paulo (BEP, pg 772).

Estejamos convictos de que Deus sempre tem um objetivo, uma lição a ensinar ou algo a nos dizer quando nos permite passarmos por tribulações. Mantenha-se fiel, pois a promessa alcançará somente aqueles que vencerem – Ap 2.7.

E também todos os que querem piamente viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” 2 Tm 3.12.
Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” Rm 8.28.


Como vimos duas promessas Deus faz ao crente frente à tentação. Primeiro é que não permitirá que a tentação venha a ser maior do que as nossas forças e depois também nos afirma que dará uma maneira de escaparmos nela. A Palavra de Deus nos assegura ainda que Ele sempre tem um objetivo na tribulação, quer seja conhecido ou ignoremos, alguma lição Deus quer sempre nos ensinar na prova.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

COMO APRENDI O SIGNIFICADO DA CRUZ



(O CRISTIANISMO NA ARMÊNIA E O GENOCÍDIO)


                       A Armênia se converteu ao cristianismo no começo do quarto século. Esta terra deserta e montanhosa estava imprensada entre os impérios russo, turco e persa e era frequentemente usado como Estado-tampão por estes e outras civilizações rivais. 

                     No século XIX, missionários evangélicos protestantes trouxeram o evangelho aos armênios com frescor inspirador. Isto acionou um movimento de renovação evangélica dentro da velha e estagnada igreja armênia. O patriarca ficou assustado e baniu Bíblias e livros importados pelos missionários. Vários líderes cristãos armênios foram presos. Na época a maior parte da Armênia estava sob um governo turco muçulmano. Os turcos não confiavam na hierarquia da igreja armênia e simpatizavam com os evangélicos, embora a conversão de um muçulmano ao cristianismo fosse punível com morte instantânea. Esta lei foi subitamente revogada em 1856, e foi declarada liberdade total de religião. Grandes quantidades de muçulmanos se tornaram cristãos. Porém, esta oportunidade durou pouco.

                   Em 1864, o governo turco começou a voltar atrás e a sentenciar à prisão muçulmanos convertidos ao cristianismo. O temor dos turcos de um levante armênio continuou. De 1895 até 1915, soldados do governo mataram cerca de 100.000 civis armênios. Então, em 1915, sob a máscara da 1ª Guerra Mundial, os turcos acusaram os armênios de ajudarem os invasores russos e lançaram uma ação genocida que consta como um dos mais horríveis casos de crueldade da história.

                      Na primavera ocorreu uma tentativa de matar todos os armênios dentro das fronteiras turcas. Advogados, médicos, clérigos e outros intelectuais foram acusados de subversão. Muitos tiveram suas cabeças colocadas em prensas e apertadas até que as vítimas sofressem um colapso. 24 de abril foi o dia marcado para matar o resto dos armênios. Milhares de crianças foram jogadas vivas em valas e cobertas de terra e areia. Muitos outros armênios foram apedrejados ou despedaçados até a morte. Mulheres e moças foram violentadas antes de serem massacradas. Algumas pessoas foram marcadas no peito e nas costas com cruzes de ferro em brasa. Evangélicos morriam ao lado de membros da igreja estabelecida. Cerca de 600.000 podem ter morrido no dia 24 de abril, um dia ainda guardado como Dia Memorial pelos descendentes dos armênios sobreviventes. 

                    Quando os soldados turcos viram que não conseguiriam matar todos os armênios em um único dia, passaram a guiar as multidões para o deserto. Aqueles que caíssem pela beira da estrada eram mortos. Somente os mais fortes conseguiram escapar para o território russo onde campos americanos de refugiados haviam sido montados. 

                  Uma das que conseguiu escapar para um desses campos foi uma garota de 18 anos. “Você sente dor?” perguntou uma enfermeira quando ela chegou. “Não”, ela respondeu, “mas aprendi o significado da cruz”. A jovem mostrou à enfermeira seu ombro onde a figura de uma cruz estava profundamente marcada em sua carne. “Fui capturada junto com outros em minha aldeia. Os turcos me puseram de pé e perguntaram, ‘Maomé ou Cristo?’ Eu disse, ‘Cristo, sempre Cristo’. Durante sete dias me fizeram a mesma pergunta, e a cada dia quando eu dizia ‘Cristo’ uma parte desta cruz era marcada em meu ombro. No sétimo dia eles disseram: ‘Amanhã, se você disser ‘Maomé’, você vive. Se não, você morre. Então ouvimos que os americanos estavam perto, e alguns de nós conseguiram escapar. Foi assim que aprendi o significado da cruz”. 

             No dia 20 de novembro de 1920, a Armênia foi anexada à União Soviética. Pelo cristianismo armênio estar fraco e declinando sob o governo soviético houve pouca perseguição. Ao mesmo tempo, muitos armênios se sentiram mais seguros sob o domínio soviético do que o turco. Com o desmantelamento do império soviético, a Armênia se tornou um estado independente. Décadas de um regime ateu resultou em um descaso generalizado com a Bíblia. Acredita-se que a maioria seja cristã só no nome. Ore para que os descendentes dos armênios que sobreviveram ao massacre turco de 1915. Peça a Deus para um retorno radical para Jesus em sua busca por cura interior.

Adaptado do livro "Por Seu Sangue" de James e Marti Hefley (Grand Rapids, MI: Baker Books, 1996), páginas 342, 343.
Fonte: A voz dos mártires

sábado, 12 de fevereiro de 2011



PROMESSA DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO


Ele te cobrirá com suas penas e debaixo das suas asas estarás seguro”.
Salmo 91.4a.


Na busca da segurança gasta-se fortunas e as autoridades têm se preocupado com ela, que tem sido a plataforma de muitos políticos em suas campanhas. Governantes, executivos e outras pessoas importantes não viajam sem estarem convictos de que o veículo de transporte que utilizarão não será sabotado, e muitas vezes são acompanhados de um verdadeiro batalhão de pessoas para lhes garantir tranquilidade.


Empresas especializadas tem se esmerado em fornecer segurança. Seguradoras têm enriquecido vendendo esse produto das mais diversas maneiras. Tudo isto em busca de uma segurança que muitas vezes falha.


A pouco tempo a imprensa publicou um fato ocorrido com um multimilionário em Mônaco, um pequeno país que obteve fama pela segurança que oferece às pessoas que lá se hospedam; pois esse homem foi assassinado por seu próprio segurança. Assim é a garantia que o mundo oferece. Há anos a carismática primeira-ministra Indira Gandhi, chefe política da Índia,  foi também assassinada por seu segurança. A Bíblia diz Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição – 1 Ts 5.3”.


As nações lutam constantemente na busca do aperfeiçoamento, capacidade letal e alcance de suas armas. Produzem armas em grande quantidade e com elas gastam seus recursos. Até mesmo assuntos mais urgentes e importantes, como produzir alimento e moradia para seus cidadãos têm sido renegado a um plano secundário em privilégio do armamento bélico.


Em nome da segurança têm se armado. O mundo é um depósito de explosivos, basta qualquer desentendimento nas relações diplomáticas entre países para que façam demonstrações do seu poderio militar. Armas não convencionais e potentes ogivas atômicas estão instaladas em posições estratégicas aguardando o momento para serem lançadas. Vive-se em constante medo que de uma hora para outra se cometa um deslize e qualquer potência nuclear decida por atacar o seu agressor e assim desencadeie uma guerra nuclear de resultados imprevisíveis.


O mundo tem multiplicado sua capacidade de auto destruição em muitas vezes, tudo em busca de uma segurança fictícia. Certo político disse: “Se queres a paz, faça a guerra”. É uma segurança sem alicerces.


A verdadeira segurança e proteção só se desfrutar no Senhor Jesus. O Salmo 91.4a diz: “Ele te cobrirá com suas penas e debaixo das suas asas estarás seguro”. Diz outra promessa ainda:

E, naquele dia, farei por eles aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra tirarei o arco, e a espada, e a guerra e os farei deitar em segurança – Os 2.18”.

Que maravilhosa segurança! Que proteção inigualável! Mas é somente nEle que encontraremos. Outra segurança poderá falhar mas a de Jesus jamais. Foi Ele mesmo quem falou: “O céu e a terra passarão mas as minhas palavras não hão de passar”(Mt 24.35). Nenhum sábio  ou poderoso poderá, com autenticidade, dizer estas palavras. Somente Deus tem autoridade em si mesmo para pronunciá-la. Por mais que tudo passe mas Ele permanece para sempre. Esta convicção se obtém através da fé genuína.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A FIDELIDADE DE DEUS E A PROMESSA DE SALVAÇÃO


"Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do espírito de vida me livrou da lei do pecado e da morte –
Rm 8.1,2."


A obra do Senhor Jesus no Calvário tinha como objetivo providenciar Salvação aos que nela atentassem. O trabalho da Igreja através dos tempos não tem sido outro senão proclamar o Evangelho de Boas Novas, Boas Novas estas que a um pecador condenado, sem esperança alguma, oferece Jesus Cristo que transforma o coração, muda o semblante e dá alegria ao aflito e desesperado. Somente este Evangelho tem sido capaz de mudar um ébrio, um ladrão, um assassino, um desonesto, uma prostituta em cidadãos dignos de viver em sociedade.

A certeza de salvação está implícita na demonstração de um Novo Nascimento, de uma nova vida, de uma fé autêntica, que juntamente com o Espírito Santo testifica em nós que somos Filhos de Deus. Caro amigo, Você tem esta certeza? caso ainda não tenha, aceita Jesus, que quer concedê-la. Ele prometeu e é fiel para cumprir.

Só terá a certeza de salvação quem estiver em Cristo Jesus, em cujo interior habita o Espírito de Deus. Ele é quem faz a obra de regeneração no coração do pecador. A Nicodemos Jesus disse: O que é nascido da carne é carne mas o que é nascido do Espírito é espírito – Jo 3.6. Esta é a condição para que um pecador possa ser feito cidadão do céu.

Paulo escrevendo aos Romanos disse:

  • Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do espírito de vida me livrou da lei do pecado e da morte – Rm 8.1,2. 


Não há outro meio para que o homem possa ser feito herdeiro da Vida Eterna a não ser pelo arrependimento sincero e o novo nascimento em Cristo Jesus. Obras e penitências de nada adiantam. As obras autênticas somente procederão de um coração puro e sincero. As boas obras não são a causa da salvação mas a consequência dela. Quando o pecador entender este mistério ele saberá que em seus atos não pode haver alguma coisa em que ele possa apegar-se como uma “tábua de salvação”. Ele sentirá a necessidade de alguém que possa pagar o preço de sua remissão. Então ao levantar os olhos contemplará uma cruz e nela um inocente em agonia pelos pecados da humanidade. Abrir-se-lhe-ão os olhos, sentirá sua miséria e incapacidade e encontrará em Cristo um Salvador completo. Isto é nascer do Espírito para viver em espírito. O Espírito Santo testifica juntamente com o nosso espírito que somos filhos de Deus – Rm 8.16,26.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011





O AVIVAMENTO

"LIBERALIDADE E FIDELIDADE"


"Tomaram, pois, de diante de Moisés toda oferta alçada que trouxeram os filhos de israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e, ainda, eles lhe traziam cada manhã oferta voluntária. e falaram a Moisés, dizendo: o povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o senhor ordenou se fizesse. porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava.”
Ex 36.3,5,7.

Também não pediam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade -
2 Rs 12.9,10,15..

Um avivamento também implica em disponibilidade generosa de contribuição. Desperta no servo de Deus uma alegria imensa em contribuir. Quando Moisés recebeu ordem de Deus para construir o tabernáculo, ainda no deserto , ele solicitou que o povo trouxesse ofertas alçadas de ouro, prata e outras coisas de valor para serem utilizadas no levantamento da casa do Senhor, o povo trouxe ofertas em tão grande abundância que foi preciso que Moisés fizesse passar pelo arraial um arauto dizendo ao povo que bastava de ofertas.

Tomaram, pois, de diante de moisés toda oferta alçada que trouxeram os filhos de israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e, ainda, eles lhe traziam cada manhã oferta voluntária. e falaram a moisés, dizendo: o povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava.” Ex 36.3,5,7.


Por que isto? O avivamento despertou no povo o amor pela obra de Deus. Assim também aconteceu com os discípulos nos primeiros dias da Igreja – At 2.42-4; 4.32.

Semelhantemente aconteceu quando o rei Joás, de Judá, determinou a reforma do templo em Jerusalém, ele ordenou que se trouxesse ofertas em dinheiro, prata e ouro como recursos para esta obra e o povo voluntariamente contribuía com seus bens, como podemos ver em 2 Rs 12.9,10,15.

Porém o sacerdote Joiada tomou uma arca, e fez um buraco na tampa, e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na Casa do SENHOR; e os sacerdotes que guardavam a entrada da porta depositavam ali todo o dinheiro que se trazia à Casa do SENHOR. Sucedeu, pois, que, quando viram que já havia muito dinheiro na arca, o escrivão do rei subia com o sumo sacerdote, e contavam e ensacavam o dinheiro que se achava na Casa do SENHOR. Também não pediam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade.


Não esqueçamos da promessa de Deus ao que contribui:
Deus ama o que dá com alegria – 2 Co 9.7; 8.15.


Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lc 6.38.


         O avivamento também impõe fidelidade nos trabalhadores da obra, porque a presença do Espírito Santo implica em temor e respeito pelas coisas sagradas, como vemos no versículo 15 supracitado. Não havia necessidade de se pedir conta da aplicação dos recursos aos trabalhadores, pois estes obravam com fidelidade e disto estavam todos convictos, o rei, o sacerdote e os encarregados da construção. Será que nossos líderes, e nós como tal, temos agido sempre com fidelidade? Ou será que agimos secretamente como se ninguém outro deva saber?

      Deus impõe sobre o verdadeiro crente o peso da responsabilidade pela sua obra, de maneira tal que não haveria necessidade de fiscalização, sendo esta apenas uma formalidade. Quando ouvimos de que certos líderes religiosos causaram prejuízos à igreja ou a seus membros, apossando-se indevidamente de  bens e recursos financeiros, nos conscientizemos, por estes ou por outros motivos, da necessidade de um avivamento na vida dos obreiros e talvez de toda igreja. Esse avivamento precisa começar por todos nós, por eu, que escrevo esta página e por você que a lê! O desafio está lançado, será que teremos coragem de encará-lo? Que Deus nos abençoe neste propósito!









terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



PROMESSA DE UM AVIVAMENTO

"E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões”.
Jl. 2: 28.

Deus tem prometido para os nossos dias um avivamento, semelhante ao do dia de Pentecostes. O profeta Habacuque em oração profética clamava a Deus por um avivamento em Israel “...aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos,...” Hc 3.2. Era uma preocupação dos profetas, apóstolos e todos os servos de Deus, que a chama não se apagasse. Se ela se extinguisse o inimigo avançava, resultando em consequências desastrosas ao povo. O inimigo, de perto ou de longe, era despertado e vinha a provocar derrotas na nação.


A Igreja do passado também sofreu muitas quedas pela frieza espiritual. Satanás sempre tirou proveito quando a Igreja não estava avivada e de forma sutil ele entrava e provocava estragos.


Muitas vezes aquilo que aparentemente parecia benéfico, resultava em prejuízo ao bom andamento da obra de Deus por falta de uma vida avivada e vigilante.

Muitas igrejas estão vivendo como a Igreja de Laodicéia (Ap 3.14-22), a era da mornidão espiritual. A oração tem sido desprezada; as mensagens são vazias, sem poder, e não passam de um mero ritual. Os ouvintes não são despertados, cumprem um ritual, com pressa que se finalize. O pecador não sente sua miséria espiritual e permanece da mesma maneira. Devemos estar vigilantes para que ao se aproximar o inimigo, o Espírito de Deus nos alerte e deixe claro as intenções do mal.


Em tempos de frieza espiritual nos Estados Unidos da América Deus despertou Charles Finney (1792-1875), o chamado “Apóstolo de avivamentos”, para produzir um avivamento naquela nação. Quando a mensagem pregada nos púlpitos não passava de sermões desprovidos de poder; não havia vida nos louvores e o pecado habitava no meio da Igreja, Deus levantou este vaso que encheu de seu Espírito e ele acendeu a chama espiritual no coração dos ouvintes, de modo que aqueles que se aproximavam dele eram logo tomados de um grande temor, por seus pecados, a resistência física era incapaz de mantê-los em pé e prostravam-se ante o homem de Deus, confessavam seus pecados, arrependiam-se e recebiam nova vida em Cristo. Por onde o homem de Deus passasse a atmosfera espiritual de poder se fazia sentir. Multidões afluíam a ele em busca de conversão e os sinais se faziam seguir. (Orlando Boyer, Heróis da Fé, CPAD, 1985, pg 125-137).


Deus quer despertar seus servos, para que resolutos possam sair, cheios do Espírito Santo, a fazer a obra pelo mundo. A mensagem pregada precisa provocar mudanças no comportamento do pecador, de modo que ele seja tocado e não permaneça da mesma maneira. Jesus veio com a finalidade de acender o fogo: “Vim lançar fogo na terra e que mais quero, se já está aceso?” Lc 12.49, e nós somos o meio que Ele quer usar para espalhar este fogo. Meu irmão Deus quer despertá-lo para que seja uma chama acesa a espalhar o calor espiritual no meio do povo e por este mundo afora. Que dirás ao seu chamado?

Se o mundo permanece como está é porque nós não estamos disponíveis a receber um avivamento que revolucione a humanidade. Em muitas circunstâncias parece que em vez da Igreja conquistar o mundo é este que está tomando conta de igrejas inteiras, que estão mortas e não fazem a diferença. Deus quer dar poder aos crentes para que mudem o mundo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


A PROMESSA DO MESSIAS


E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Gn. 3:15.


Entre todas as promessas de Deus, a mais importante foi a vinda do Salvador. Nela reside toda a esperança de resgate da humanidade que estava condenada pelo pecado originado lá no Jardim do Éden. Todos os pais, patriarcas, profetas, reis e povo de Israel viveram na esperança da Vinda do Messias. Os escritos sagrados sempre fizeram menção do Redentor. Em Jesus veio a cumprir-se esta grande promessa.

Jacó, já no final da vida, chamou seus filhos à beira do leito e ali passou a abençoar cada um deles, como era costume dos patriarcas. Ao abençoar Judá fez menção também da esperança do Messias, ainda firmado na promessa de Gn 3.15. Em palavras proféticas ele disse: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos – Gn 49.10”.

O povo judeu esperava com ansiedade a manifestação do “Enviado, Rei dos Judeus”. Podemos ver isto na convicção de Filipe quando disse a Natanael “Achamos Aquele” Jo 1.49.

O povo de Israel não soube reconhecer em Jesus o enviado e por isso muito sofreu e ainda sofre. Somos privilegiados por sabermos reconhecê-lo e por isto fomos feitos participantes de suas promessas as quais culminarão com o arrebatamento da Igreja, a festa das Bodas do Cordeiro, o Milênio e a Vida Eterna.

Éramos um zambujeiro bravo que, pela rejeição de Israel ao Salvador, fomos enxertados na Oliveira Verdadeira, a saber Cristo. Na expectativa desta promessa podes dizer agora como naquela noite os discípulos no caminho de Emaús: “porventura não ardia em nossos corações quando Ele falava?”

domingo, 6 de fevereiro de 2011



          PIONEIROS


Daniel Berg


Introdução


Daniel Berg nasceu em Vargon, na Suécia, num lar genuinamente cristão. Logo aos 17 anos, fez sua primeira viagem para os Estados Unidos, em 1902; isso porque a Suécia passava por uma crise financeira muito séria. Ao final de oito anos voltou de passagem à Suécia.
Nesta ocasião ao visitar a casa de seu melhor amigo, soube que ele era agora um pregador do Evangelho numa cidade próxima. Ao visitá-lo, em sua igreja, ouviu pela primeira vez sobre o batismo no Espírito Santo. Depois do culto, conversaram bastante sobre esta doutrina o que fez com que Daniel Berg saísse dalí convicto, e buscando o seu batismo no Espírito Santo. Ainda no caminho de volta para a América ele recebeu o bastismo e decidiu-se definitivamente em dedicar sua vida ao Senhor. 


Sua Chamada


Durante uma conferência em Chicago, ele conheceu seu futuro companheiro nas missões, o sueco Gunnar Vingren, que estava recém formado num Instituto Bíblico e desejoso de ser um missionário. Ambos, cheios do poder pentecostal, passaram a buscar do Senhor o seu direcionamento para suas vidas. Certo dia, o dono da casa que Gunnar Vingren morava teve um sonho e tinha visto o nome Pará e foi-lhe revelado que seria uma orientação para aqueles jovens. Logo descobriram que Deus os chamava para o Brasil. Apesar do pouco entusiasmo da igreja, e de nenhuma promessa de ajuda financeira, ambos foram separados para serem missionários no Brasil, cheios de convicção da parte de Deus.


A última e grande confirmação da parte de Deus, foi quando o Senhor pediu a Vingren que desse 90 dólares, exatamente o valor que eles tinham para a viagem, para um jornal pentecostal. Eles, em obediência, o fizeram. Porém, extraordinariamente o Senhor os devolveu o exato montante, usando um irmão em outra cidade, que foi revelado por Deus para tal. Berg e Vingren partiram para o Brasil no dia 5 de Novembro de 1910. Durante a viagem, eles já puderam experimentar um pouquinho o que seria o seu campo, e alí mesmo se converteu a primeira alma para Jesus, desde que eles foram separados como missionários. Então, no dia 19 do mesmo mês chegaram à cidade de Belém do Pará.


Sua Chegada ao Brasil
Sua primeira hospedagem foi no porão de uma Igreja Batista, cujo pastor era americano. Logo começaram a dirigir cultos, para ajudar aquele pastor, e sempre que sentiam de falar sobre a manifestação do Espírito Santo para aqueles dias, o faziam sem constrangimento. Mesmo sendo um assunto novo para aqueles irmãos, eles se interessavam cada vez mais, o que decorreu no grande aumento da assiduidade nos cultos e constantes visitas aos missionários. Enquanto isso, Berg começou a trabalhar na fundição, para sustentá-los, enquanto Vingren estudava português para ensiná-lo à noite.


Primeira Assembléia de Deus


A pobreza e principalmente a doença era uma constante naquele lugar, sobretudo a lepra e a febre amarela. Com isso, os irmãos frequentavam cada ves mais o porão onde viviam Berg e Vigren, à busca de oração e conhecimento da Palavra. Alí o Senhor começou a batizar com o Espírito Santo e curar muitos enfermos. Num daqueles cultos improvisados, entrou de surpresa o pastor da igreja, que foi cordialmente convidado a participar do culto. Recusando o convite, passou a declarar uma série de acusações com relação às falsas doutrinas ensinadas pelos missionários, esperava contar com o apoio dos que ali estavam, mais pelo contrário, um diácono, dos membros mais antigos, se levantou e defendeu com testemunhos reais de que o batismo no Espírito Santo e a cura divina é para a atualidade. Neste dia então, Berg, Vingren e mais 18 irmãos foram expulsos daquela igreja e formaram a primeira Assembléia de Deus, que a princípio se reunia na casa da irmã Celina Albuquerque, a primeira crente batizada no Espírito Santo em terras brasileiras.
Logo depois começou a circular pela cidade um panfleto, da parte daquele pastor batista, alertando a população contra os ensinamentos dos missionários, citando inclusive as passagens bíblicas por eles usadas.O que parecia prejudicial, tornou-se num grande impulso para propagação das verdades bíblicas, pois aqueles que os liam, ao conferir com as escrituras, passavam a crer e buscavam a igreja, que crescia exponencialmente. Dias depois, chega a primeira remessa de Bíblias e Novos Testamentos em português, o que leva Daniel Berg a se dedicar exclusivamente à venda das literaturas e pregação do Evangelho. 


Avançando Para o Interior do Brasil


Quando a Palavra de Deus já havia sido distribuida em toda Belém, Berg sentiu de Deus em ir rumo a Bragança e fazer na marcha para o interior o mesmo trabalho, para o qual era vocacionado. A tarefa não era fácil; os dois maiores inimigos eram o analfabetismo e o catolicismo herdado da colonização portuguesa. Naqueles pequenos vilarejos, o padre era a maior autoridade e todos os moradores já haviam sido advertidos quanto à pregação de Daniel Berg, e temiam a leitura da Bíblia, pois a igreja os proibia.


Vencendo os Obstáculos


Apesar disto, o jovem continuava a bater nas portas, a ler trechos bíblicos e orar pelos enfermos. As portas se abriam aos poucos e o Senhor operava sempre. Em pouco tempo já haviam vinte novas igrejas entre Belém e Bragança. O próximo passo foi a caminho das selvas. O contato inicial foi difícil e a primeira família se converteu num velório quando Daniel leu sobre a ressurreição para o pai e os filhos ao lado do corpo da mãe. Estes se tornaram evangelistas e contribuíram para a formação de uma grande igreja alí. Sofreram fortes perseguições por parte dos policiais, pois o delegado estava comprometido politicamente com a igreja católica. Mas claro que por fim o nome do Senhor era glorificado pelas vitórias dos crentes. Berg só saiu dalí quando a igreja já havia amadurecido e caminhava por seus próprios pés.

Seus Últimos Dias


O passo decorrente foi sua chegada às ilhas; nesta altura os maiores inimigos eram os naturais. A travessia em barcos precários, tornava o acesso muito perigoso, pois além da embarcação, haviam as piranhas e os jacarés. As grandes distâncias, as horas perdidas e o esforço com os remos, junto ao grande aumento do trabalho, tornou-o quase impossível. Após um acidente sofrido por Daniel, numa daquelas pequenas embarcações, sentiu de Deus de comprar um grande barco a velas, o que fez com a ajuda da igreja de Belém. Com o barco "Boas Novas" o atendimento era mais proveitoso e em maior extensão.
Daniel Berg passou para o Senhor em 1963, aos 79 anos, e mesmo enfermo num hospital, saía de um a outra enfermaria entregando literatura e orando pelos que se entregavam.                                                                                                   by Manuela Barros


sábado, 5 de fevereiro de 2011

A LIÇÃO DA RODA DE FIAR

Um dos celebrados heróis do século XX foi Mahatma Gandhi, o líder indiano que acendeu a chama da independência para seu país. Quem lê sua biografia, ou vê sua história tão brilhantemente contada na tela, geralmente se impressiona com o espírito tranquilo demonstrado pelo “George Washington da Índia”...
Como Gandhi pode manter seu senso particular de ordem, sua humildade apropriada, bem como sua sabedoria e seu julgamento? Como evitou perder a identidade e o espírito de convicção, enquanto movia-se entre aqueles extremos tão grandes? De onde vinha sua força emocional e espiritual?
Talvez o começo de uma resposta a estas questões esteja na fascinação de Gandhi pela simples roda de fiar. A roca parece ter estado sempre no centro de sua vida. Parecia sempre retornar da exposição pública para sua humilde habitação, onde à moda indiana, sentava-se no chão e ocupava-se com o simples gesto de fiar a lã, da qual eram feitas suas roupas...
A roca de Gandhi era seu centro de gravidade na vida. Era o grande nivelador em sua experiência humana. Quando retornava dos grandes encontros públicos de sua vida, a experiência com a roca restaurava-lhe o senso peculiar de proporção, e assim não se inchava de orgulho pelos aplausos do povo...
Gandhi não era, de forma alguma, cristão, mas o que fazia na roca é uma lição indispensável a qualquer crente saudável. Mostra-nos o que deve fazer todo o homem, ou mulher, que deseja mover-se no mundo público sem ser prensado em sua forma. Nós também carecemos da experiência com a roda de fiar – a organização do nosso mundo particular , para que seja constantemente reestruturado com força e vitalidade...
Quando vimos de uma experiência com a roca, onde tudo retorna à proporção e aos valores adequados, o mundo pode ser devidamente manejado e tocado. O relacionamento com a família e os amigos, com os sócios de negócios, os vizinhos, e até mesmo os inimigos, torna-se uma perspectiva nova e mais saudável. Ela torna possível perdoar, servir, não buscar vingança, e ser generoso.                         (Extraído e Adaptado, da obra Ordering Your Private World, de Gordon MacDonald, em Bíblia de Estudo Max Lucado, ARC-1985, CPAD).


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


DEUS DESCE PARA REALIZAR A PROMESSA




Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel”
Ex 3.8

A promessa permaneceu viva durante a retirada do povo, na peregrinação pelo deserto, e os seguiu até colocá-los na nova terra, onde manava leite e mel. Desta maneira Deus foi com Josué, o grande capitão, sobre o qual caiu a responsabilidade de conquistar a terra, após a morte de Moisés. Esteve com ele quando cercou Jericó e os muros vieram abaixo.

Jericó era uma cidade fortificada. Segundo alguns historiadores a cidade mais antiga do mundo, a primeira cidade da costa ocidental do Jordão e provavelmente a mais importante da região do Mar Morto, distava 12 quilômetros ao norte deste, 24 Km de Jerusalém e 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo (Osvaldo Ronis, em Geografia Bíblica). Deus permitiu que Israel lutasse primeiramente contra esta cidade porque esta conquista provavelmente alimentaria a confiança do povo na promessa e traria ânimo para as próximas batalhas.

A conquista da cidade não oferecia facilidade, seus muros eram reforçados, conforme alguns arqueologistas, eram constituídos de duas paredes, separadas uma da outra por um espaço de cerca de 5 metros; o muro externo era de 4 metros de espessura e o interno possuía 2 metros e ambos tinham cerca de dez metros de altura, pareciam intransponíveis, levando-se em consideração os equipamentos de guerra da época. No entanto Deus estava decidido a entregar a cidade nas mãos de Josué e seu exército.

Deus determinou que a cidade fosse arrasada para nunca mais ser reconstruída, e pôs uma maldição sobre quem se atrevesse a desobedecer esta ordem. Determinou também que nada de valor fosse poupado daquela cidade. Fatos estes que figuradamente nos demonstram que nada do “mundo” devemos manter como lembranças. O mundo ficou para trás, arrasado , embora ainda atraente pelas suas riquezas perecíveis, nada dele manteremos como lembranças ( Js 6.17,18,24,26).

A conquista de Jericó foi de uma maneira surpreendente. No livro de Josué, capítulo 6 encontramos a descrição deste fato maravilhoso, onde a fé do povo e sua confiança em Deus foram testadas.

Por seis dias os sacerdotes, com a arca do Senhor, e se fazendo acompanhar do povo rodeou a cidade. Durante esta jornada os sacerdotes tocavam as buzinas. No sétimo dia rodearam seis vezes a cidade e tocaram as buzinas, mas os muros permaneciam fortificados, sem nenhum sinal de ruptura ou de uma brecha pela qual o exército pudesse penetrar. Este fato nos traz à memória de que nos últimos dias a nossa fé deverá ser exercitada de uma maneira mais eficaz, pois é durante eles que veremos operar a mão do Senhor.

Não temos conhecimento pleno da situação do ânimo do povo dentro da cidade, mas o certo é que eles confiavam na resistência dos muros. O povo poderia estranhar esta maneira peculiar de fazer guerra, tocando buzinas e rodeando a cidade. Alguém talvez pudesse se opor a isto e provavelmente Josué tenha encontrado alguma resistência. A nossa vivência e maneira de agir pode causar estranheza para alguns que convivem conosco, mas não importa o que eles pensam, o que interessa é que tenhamos plena convicção de que estamos no plano de Deus.

O exército de Israel naquele dia rodeou a cidade por seis vezes, mas ainda faltava a última manobra: rodear a cidade mais uma vez e todo o povo gritar. A convicção de Josué era tão grande que Deus operaria por meio desta ação, que antecipadamente passou ordens, orientando o povo de como deveriam agir e comportar-se quando entrassem na cidade.

Cumprida a última etapa desta estranha maneira de guerrear, ouviu-se um grande estrondo e os muros começaram a vir abaixo. Era Deus operando. Certa vez Ele disse: “O Senhor pelejará por vós- Ex 14.14”. Os muros de lutas podem parecer intransponíveis, o cristão olha e não vê nenhuma possibilidade de ultrapassá-los, mas o Senhor nos orienta a não lutarmos com nossas próprias forças, mas a confiarmos no Senhor, de onde provém toda a força e coragem para lutarmos e vencermos - Zc 4.6.

Muitas pessoas permanecem fiéis por muito tempo e quando já ao aproximar-se o fim da batalha desanimam, fracassam, voltam atrás ou param. Não podemos esquecer que a vitória é para quem for fiel até o fim (Ap 2.10b).

Deus ainda dirigiu Josué e o povo em todas as demais conquistas, pois ele consultava o Senhor antes de guerrear contra qualquer cidade que haveria de conquistar. Enquanto prevalecia vitoriosamente contra as cidades o ânimo e a fé do povo eram alimentados, porém quando se defrontavam com dificuldades novamente a fé do povo vacilava. Isto não é um demérito apenas daquele povo, quantas vezes tem acontecido conosco, que, diante às dificuldades fracassamos na fé, vacilamos e começamos a murmurar e olhar para trás como se lá no mundo estivéssemos melhor. Quantas vezes, quando faltava o pão ou havia qualquer outra necessidade o povo lembrava com saudades da panelas fartas do Egito!

Caro leitor, como está você? Tem muitas recordações do “Egito” ou está a olhar para a frente deixando as coisas que para trás ficam? Deus ainda permanece fiel até colocá-lo na terra que tem preparado para você. Continua firme nesta caminhada, na certeza de Deus está te acompanhando e dirigindo. Por mais duras que possam ser as provas e batalhas, segue lutando. Elas são pequenas em relação à glória que Deus tem lhe preparado. Ele cumpre suas promessas.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



A PROMESSA E O CAMINHO A  PERCORRER




E o Senhor ia diante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite”. Ex 13.22.


Quando o povo de Israel já estava fora do Egito, como Deus havia prometido, durante a peregrinação pelo deserto Ele continuou protegendo e guardando-os. Durante o dia os guiava por uma nuvem que também servia de proteção contra o sol escaldante (Sl 91.1), e à noite por uma coluna de fogo, iluminando o caminho (Ex 13.21,22;Sl.119.105;139.11,12). Paulo, escrevendo aos coríntios, diz que isto tipificava Jesus guardando a Igreja, Israel de Deus (1 Co 10.1-4). 

Esta proteção permaneceu durante os quarenta anos em que andaram de um lado para outro no deserto. Passou com eles o Mar Vermelho. Proveu água e alimento. Sustentou-os no calor do sol nas areias aquecidas do deserto. Guardou-os dos animais ferozes e dos inimigos. Providenciou o maná como pão de cada dia (Ex 16.4,10). Seus calçados e sua roupa não se envelheceram até que chagaram à terra Prometida.

A promessa de Deus não foi somente de nos tirar do mundo, mas ela permanece fiel durante toda a carreira rumo à Canaã celestial. Ele está ao nosso lado. Bem presente como esteve com o povo de Israel no deserto. Podemos crer nisto!



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


A PROMESSA E A LIÇÃO A SER APRENDIDA


Numa repetição da história, durante a Segunda Grande Guerra foi promovida, a nível mundial, uma enorme perseguição contra o povo judeu, especialmente na Alemanha e nos países que iam sendo submetidos à força aos intentos do implacável ditador, Hitler, visando a extinção deste povo.


Nesses países os judeus eram confinados a guetos;  eram desterrados, desapropriados, e levados para locais previamente planejados onde se promovia o extermínio em massa. Consta que cerca de 6 milhões de judeus morreram desta maneira. O remanescente porém Deus providenciou para que voltasse para suas terras de onde tinham sido banidos por volta do ano 70 quando Tito, general romano, cercou e destruiu Jerusalém, o templo, e arrasou a nação. Foi necessário que um grande “holocausto” fosse realizado para que a Organização das Nações Unidas - ONU, por intermédio do Secretário Geral, embaixador Osvaldo Aranha, brasileiro ilustre, que assinou um ato criando o Estado de Israel e para lá foi conduzido, de todas as partes do mundo, o remanescente, ao qual Deus providenciou o crescimento e desenvolvimento em todas as áreas, tornando-se uma das mais importantes nações do planeta.


A permanência da Igreja aqui, também é temporária. Há uma missão a cumprir. Deus permite que ela passe por lutas, provações e perseguições no mundo porque Ele tem preparado uma terra especial, de delícias e satisfação,

Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel – Ex 3.8”,


a Canaã Celestial. Portanto, importa não desvanecermos perante as provações, pois no tempo determinado Deus dará livramento, mas convém lembrar-se que a nossa pátria não está aqui.


Parece que Deus, quando pretendeu preservar alguém permitiu que descesse ao Egito. Abraão desceu ao Egito para escapar da fome. Isaque também o fez; seu filho Jacó também, como já vimos. Moisés desceu da terra de Midiã ao Egito com um objetivo, tirar de lá o povo de Deus e assim preservá-los. José e Maria, protegendo o Menino da fúria de Herodes, por aviso de Deus, também desceram para lá.


O Egito representa o mundo e seria um paradoxo Deus permitir que alguém desça ao mundo. Este fato porém nos fala de descer, não para conviver com suas coisas, mas para resgatar os que estão no mundo e mostrar-lhes o caminho da Salvação. Moisés desceu ao Egito com uma missão: Libertar um povo que lá estava cativo, tipificando Jesus que desceu ao mundo para libertar e oferecer à humanidade um meio de salvação. Assim, se alguém tiver que descer ao “Egito” que de lá traga almas que estão sob a escravidão do pecado e o jugo de Satanás. Espera-se que seja fiel à sua Missão e não que passe a fazer parte daquele reino mundano (Jo 17.6-20).

       A saída do povo do Egito aconteceu de uma forma extraordinária. Apesar da oposição de Faraó que não admitia perder uma mão de obra tão preciosa aos seus intentos. A partida foi de uma maneira corajosa e, "irresponsável", diria um estrategista.

         Quando Moisés foi abordado por Deus junto à sarça ardente, ele tomou conhecimento do tamanho do empreendimento que Deus estava a requerer ele que realizasse. Deus estava a lhe determinar que descesse ao Egito e tirasse de lá um grande povo constituído por homens, mulheres, crianças e idosos, bem como todos os  animais. Povo este que nem treino, nem armas possuíam para a guerra e certamente pelo caminho encontrariam muitos revezes.

        Deveriam peregrinar por um deserto, onde enfrentariam a falta de água, alimento e abrigo. Isto correria tudo por sua responsabilidade. Onde haveriam de encontrar lugar apropriado para uma grande multidão peregrina? Haveria pastagem para o gado? Será que não encontrariam perigos, inimigos, doenças e até mesmo a morte? Não enfrentaria ele oposição por parte dos companheiros e até mesmo de seus familiares? Sobre tudo isto Moisés ponderava e chegou à conclusão que não estava habilitado para realizar tremenda tarefa e por isso resistia, procurando justificar e propondo a Deus que colocasse isso sob a responsabilidade daquele que ele haveria de enviar, isto é o Messias cuja promessa ele cria. (Ex 3 e 4.1-17).

            Muitas vezes estamos pronto a criticar a resistência de Moisés a este mandado. Será que após constatarmos todos os problemas que poderiam aparecer, estaríamos mais dispostos do que ele? Apesar de todas as dificuldades que Moisés via, assim mesmo Deus continuava a pressioná-lo a fazer sua vontade. Quando Deus determina algo, Ele está disposto a realizar, e quando Ele chama alguém para uma tarefa também habilitará para o trabalho. Por mais estranho que possa parecer, a ordem de Deus tem um fim. Importa que se alguém for chamado para executá-la obedeça, pois assim estará dentro do plano de Deus e isto resultará em bênçãos para sua vida.

          Israel saiu apressadamente e não teve tempo suficiente para organizar a viagem. Não podiam levar muita coisa. Nenhuma provisão para um longo tempo poderia ser arranjado. Alimentos e água seriam apenas para alguns dias, cerca de 45 dias após sua partida o alimento já havia terminado (Ex 16.1). E para os animais como arranjariam? Somente quem tem muita fé estará disposto a empreender obra de tamanha envergadura. Esta fé não habitava no povo, que estava possuído de uma forte emoção pelos milagres que tinham sido testemunhas que Deus operara, mas logo ao se defrontar com os primeiros problemas já estavam a murmurar (Ex 16.1). Esta fé deveria fazer parte da vida de seu líder.

           Caro leitor, se estiver decidido a realizar uma tarefa para Deus, tenha em mente que você precisa ser diferente. Precisa estar revestido de poder e fé. As lutas, oposição e críticas hão de surgir, mas sendo portador de uma fé inabalável, tenha certeza que realizará a obra para qual Deus o chamou e os revezes são sinais de que a obra que está realizando é o plano de Deus e está deixando o inimigo furioso, pois está sentindo seu reino ameaçado- 2 Tm 3.12.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O POVO DE ISRAEL E A PROMESSA DE RETORNO DO EGITO


"Portanto eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do EGITO à terra do cananeu, do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu, a uma terra que mana leite e mel.”. “ Então os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a minha mão sobre o EGITO, tirar os filhos de ISRAEL do meio deles”.
Êxodo: 3:17 e 7:5


A ida do Patriarca Jacó, seus filhos e descendentes ao Egito foi uma providência divina. Deus pretendia com isso preservar a descendência do povo, protegendo-o da fome que grassava na Palestina e colocá-lo, provisoriamente numa terra que fosse própria ao seu desenvolvimento e crescimento.

O Egito era um país essencialmente agrícola. Sua agricultura dependia muito do Rio Nilo, cujas águas, em época de chuvas, conduziam para as várzeas muita fertilidade. Quando elas baixavam, aquele terreno era semeado, a semente germinava e produzia em abundância. Era de onde o povo egípcio tirava o seu alimento. Houve até certo historiador que disse: “O Egito é um presente do Nilo”, numa alusão à dependência de suas águas e várzeas para a sobrevivência do povo.

Quando os filhos de Israel foram levados para lá, José solicitou a Faraó que fossem concedidas aos filhos de Jacó as terras de Gósen, ali havia boas pastagens para o gado, pois a tradição do povo hebreu era a criação de gado e isto era desprezível para os egípcios ( Gn 46.34; 47.3-6).

O plano de Deus para a permanência dos filhos de Israel naquela terra era por um certo tempo. Deus permitiu que lá permanecessem até se tornarem um grande povo. Quando o tempo já estava completo Ele permitiu que houvesse a opressão dos egípcios.

Agora já não podiam dedicar-se somente às lides pecuárias. Eram forçados a todo tipo de trabalho, desde a agricultura até à construção civil, quando eram obrigados a fabricar tijolos e a executar grandes obras, e submetidos a pesadas cargas tributárias (Ex 1.11).

Faraó procurou reduzir o crescimento populacional e a conservação da raça dos hebreus, temendo que o povo crescesse muito e numa guerra lutasse pelos inimigos dos egípcios.

Determinou que fosse morto todo o menino hebreu ao nascer, e assim o povo fosse obrigado a misturar-se com os egípcios e se tornassem um povo só. Esta é uma estratégia de Satanás também contra a Igreja. Ele procura fazer com que o povo de Deus misture-se com o mundo e assim torne-se um único povo e aqui permaneçam, com o objetivo de frustrar o plano divino. Devemos tomar cuidado com as artimanhas de Satanás, todo seu plano é furtar a nossa comunhão com Deus e colocar-nos sob seu domínio. Sabemos, porém, que ele tem demonstrado ser um péssimo patrão.

A opressão foi tão grande que povo clamou por socorro e o Senhor ouviu o seu clamor “E disse o SENHOR:


Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores –
Ex 3.7”.

Deus então preparou Moisés para que por mão forte os arrancasse daquela terra. Deus havia prometido e assim cumpriu a promessa.



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